Na Champions, City terá um grupo traiçoeiro pela frente

Dado o resultado do sorteio dos grupos da edição 2017/18 da Champions League, o City não pode, necessariamente, reclamar de seu destino no que diz respeito à fase inicial do torneio. Se levarmos em conta o que as bolinhas da UEFA reservaram aos times ingleses, dá pra se dizer que o City ficou no meio do caminho entre o que pode ser considerado bom ou ruim.


ESPN.com.br | Grupos da Champions têm Real contra 'pedreiras', Barça x Juve e PSG x Bayern; veja chaves


O rival United caiu numa chave com Benfica, Basel e CSKA Moscou e não deve ter lá grandes dificuldades para sair do Grupo A como o primeiro colocado.


O Liverpool, por sua vez, foi outro que deu muita sorte e tem até mesmo uma certa obrigação em passar em primeiro num grupo que tem um forte cheiro de Europa League, com Spartak Moscou, Maribor e Sevilla – com este último oferecendo alguma rivalidade aos comandados de Klopp pela ponta.


Do outro lado, Chelsea e Tottenham vão ter que suar muito se quiserem chegar ao mata-mata da Champions. Os Blues vão pegar Atletico de Madrid, Roma e o potencial maior saco de pancadas do torneio, o Qarabag. Enquanto isso, os Spurs terão pela frente Real Madrid, Borussia Dortmund e outro grande candidato a 'nanico' da UCL, o APOEL.



Curta o Manchester Connection no Facebook



E no meio da régua, lá está o City. Não dá pra dizer que o time caiu em um “grupo da morte”, algo que era bastante comum nas edições anteriores – especialmente nas primeiras participações do City no torneio.


Uma boa definição para o que é este grupo do City pode ser “acessível”. O time tem força e totais condições de sair como o primeiro da chave, com o Napoli se mostrando o principal adversário a ser batido.


Contudo, tendo adversários como Shakthar e Feyenoord, respectivos campeões na Ucrânia e na Holanda, este Grupo F tem plenas condições de reservar algumas surpresas desagradáveis ao City no desenrolar da primeira fase, especialmente pela pretensa sensação de favoritismo.


Além disso, nenhum dos três adversários tem como principal característica o jogo defensivo – aquele que espera o que o adversário tem a fazer.


Na teoria, todos eles vêm para buscar o jogo, o que por um lado pode ser bom porque proporciona espaços, mas também pode ser ruim porque pode criar constantes situações de perigo à defesa do City, que, como bem sabemos, não é exatamente a mais confiável da Europa, embora as chegadas de Ederson, Walker, Danilo e Mendy tenham acrescentado considerável melhora nesse sentido.


Getty
Getty

Podia ter sido muito pior. O Tottenham que o diga...


Projetar 15 pontos nesta fase inicial seria o ideal para passar em primeiro até com certa tranquilidade, levando em conta até mesmo uma eventual derrota para o Napoli na Itália, o que passaria longe de ser um absurdo.


Entretanto, para que esse cenário aconteça, o time teria que contar com tropeços do próprio Napoli contra os outros adversários da chave e teria que vencer Shakthar e Feyenoord fora de casa - algo que, convenhamos, não vai ser exatamente tarefa das mais fáceis.


Deste modo, para projetar algo mais realista, é prudente colocar alguns resultados menos favoráveis contra estes dois adversários. Particularmente, chutaria uma vitória magra na Holanda e um empate contra os ucranianos nos jogos longe de Manchester .


Tal panorama faria com que o City terminasse com 13 pontos, o que normalmente é o bastante para avançar para a segunda fase, mas não garante necessariamente a ponta do grupo.


Dos adversários do grupo, o único “conhecido” do City é o Napoli, e as lembranças não são as melhores. Em 2011, o City empatou na Inglaterra e perdeu na Itália na mesma fase de grupos da UCL. Na ocasião, o Napoli avançou à segunda fase juntamente com o Bayern, enquanto o City ficou na terceira posição.


Que a história não se repita.


Siga @javierfreitas