Afinal, por que Daniel Alves preferiu o PSG ao City?

Tão logo acabou a temporada europeia e os primeiros rumores de Daniel Alves no City surgiram na imprensa. Quando o lateral rompeu seu contrato com a Juventus, parecia ser apenas uma questão de tempo. Era só esperar o brasileiro voltar de suas férias para ir para Manchester fazer os exames médicos e se juntar ao City a custo zero.


Era um bom negócio para todas as partes. O City ia ter um dos melhores jogadores do mundo na posição sem pagar nada além de seus vencimentos, enquanto Daniel Alves iria não só continuar jogando num time de ponta, mas bem como iria atuar na liga mais competitiva do mundo.


Mas, afinal, o que aconteceu para o negócio ir por água abaixo? Simples: havia um PSG no meio do caminho.


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Há alguns dias, notícias de que o clube francês tentaria interceptar a negociação de Alves com o City foram ganhando força a cada dia que passava e, no final das contas, foi justamente o que aconteceu.


Não foi exatamente o primeiro ‘chapéu’ que aconteceu nesta janela. No primeiro caso, era praticamente certo que Lukaku trocaria o Everton pelo Chelsea, mas, no fim, o atacante belga acabou indo para o United. O clube comandado por Mourinho, por sua vez, era dado como o destino certo de James Rodríguez, que acabou indo para o Bayern.


Mas no caso de Daniel Alves, o que pode ter motivado essa mudança de ideia de forma tão repentina? Além de poder jogar num time que deve se propor a ganhar tudo o que disputa, o lateral ainda se reuniria com Pep Guardiola.


Bem, a versão ‘oficial’ é de que o time da capital francesa simplesmente dobrou a proposta salarial que o City havia feito pelo jogador. Em Paris, Daniel Alves vai ganhar 12 milhões de libras por temporada num contrato de dois anos. O City chegou a tomar conhecimento dessa situação, mas não quis entrar numa espécie de leilão salarial pelo jogador.


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No PSG, Daniel Alves vai ganhar o dobro do que ganharia no City


Além disso, é certo que Daniel Alves será titular mais do que absoluto no PSG. No City, o lateral jogaria bastante, mas não seria o dono da posição, já que em nenhum momento o time desistiu da contratação de Walker, do Tottenham, mesmo com as negociações com Daniel Alves em curso. Neste caso, o que pode se supor é que haveria uma certa rotatividade na lateral-direita e certamente isso deve ter pesado na decisão do jogador.


E se Daniel Levy, mandatário do Tottenham, já prometia jogo duro para vender Walker, com a negativa de Daniel Alves, o dirigente dos Spurs vai esfolar o City tanto quanto possível na negociação, já que o único lateral-direito de ofício no elenco hoje é o jovem Pablo Maffeo, que foi chamado de volta de seu empréstimo junto ao Girona e vai à pré-temporada do clube nos EUA.



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Em todo caso, há de se considerar Kyle Walker o grande vencedor nesta história toda. Caso a negociação com o Tottenham venha a se concretizar, o lateral do English Team vem ao City para ser o dono da lateral-direita, já que Daniel Alves não estará ali para proporcionar uma competição pela vaga.


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