Walker significaria uma verdadeira renovação nas laterais do City

O interesse do City em Kyle Walker não é repentino. A mudança do lateral do Tottenham para o City não é nem mais uma questão de como vai acontecer, mas quando. Afinal de contas, nem mesmo o próprio jogador faz muita questão de esconder que está deixando Londres, como se viu em um agradecimento feito por ele em sua conta no Instagram ao final da última temporada.


O que a imprensa inglesa tem reportado é que, das três partes necessárias para fazer o negócio acontecer, duas já estão em devido acordo: City e Walker. Contudo, as tratativas podem esbarrar no Tottenham, já que Daniel Levy tem todo um histórico de negociações complicadas.


Getty Images
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City quer Walker, e Walker quer o City. Falta combinar com o Tottenham


Afinal, se o City buscou John Stones junto ao Everton por £50 milhões na última temporada, é difícil imaginar que o mandatário dos Spurs vá ceder Walker de bom grado por uma quantia muito inferior a esta – especialmente se levarmos em consideração que os primeiros rumores davam conta de que o City teria oferecido – ainda que de forma não-oficial – algo em torno de £40 milhões pelo jogador.


Mas há também de se levar em conta se ainda há qualquer clima para a permanência do atleta no Norte de Londres. Neste caso, não custa lembrar que, ao final da última época, houve uma rusga entre Walker e Mauricio Pochettino. Quem explica melhor a situação é Pedro Reinert, titular do One Hotspur, blog do Tottenham aqui no ESPN FC:



“O primeiro problema é que Walker não gosta do estilo de treinamento de Pochettino, por ser mais cansativo e exigente que o que pode ser considerado normal. Além disso, teve a questão do revezamento dos laterais, já que Walker estava voltando de lesão. O problema é que as partidas em que ele não atuou foram o North London Derby e a semifinal da FA Cup contra o Chelsea, jogos importantíssimos na temporada. Então, ele pode ter acabado ficando ‘ressentido’ com o treinador”.



Mas como jogador, quais são as qualidades de Walker que podem fazer com que ele se torne o novo dono da lateral-direita do City?


Na última temporada, o camisa 2 do Tottenham foi, sem dúvida, o melhor da posição no certame. Se considerarmos as duas últimas edições da Premier League, o que se vê é um jogador que passou de um lateral inseguro e absolutamente descartável, para alguém que se tornou um dos símbolos do desenvolvimento do Tottenham enquanto equipe.


Tendo a velocidade e a força física como suas maiores características, não é raro ver Walker sendo importante para o esquema nos setores defensivo e ofensivo. Não era necessário ter visto absolutamente todos os jogos do Tottenham para notar o vigor com que Walker defende, assim como a agressividade com que ele chega à linha de fundo.



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Com 27 anos recém-completados, pode se dizer que Walker atingiu o auge de sua forma física e técnica, tendo ainda algum bom tempo para atuar no alto nível que a Premier League exige.


Dadas as saídas de Zabaleta e Sagna, que já haviam adentrado na curva decrescente da carreira, a lateral direita do City clamava por uma verdadeira renovação há algum tempo, e Walker tem tudo para ser o jogador que entregue isso – ainda que o City precise de mais um novo nome além dele para o setor.


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