Por que o City não consegue segurar o resultado?

Passando mais tempo com a bola e criando melhores oportunidades de gol, o City deixou passar uma chance de ouro de subir na tabela e encurtar a distância para o líder Chelsea, ao ficar no 2 a 2 com o Arsenal no Emirates neste domingo (2).


ESPN.com.br | City fica na frente duas vezes, mas Arsenal arranca empate ruim para ambos no Inglês


Por falar no time de Antonio Conte, a boa vantagem que o time de Londres desfruta no momento vem, em primeiro lugar, de sua competência; mas, por outro lado, também pela péssima mania de seus adversários diretos em desperdiçar pontos importantes em empates – exatamente como o City fez ontem.


Com 29 rodadas jogadas, o City só perdeu um jogo a mais que o Chelsea. No entanto, os Blues venceram 22 vezes e empataram apenas três. O City, por sua vez, venceu 17 e empatou outras sete – com três empates seguidos nas últimas três rodadas.


Como vimos tantas outras vezes no campeonato, neste domingo o City esteve na frente em duas ocasiões, mas as costumeiras falhas individuais no sistema defensivo acabaram comprometendo o resultado. O melhor exemplo disso foi no gol de Theo Walcott, quando toda a defesa saiu e Clichy deu condição para o atacante dos donos da casa fazer. Isso também porque, claro, o mesmo Clichy falhou miseravelmente ao tentar desarmar o camisa 14 dentro da área.



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Mas nem tudo foi ruim no empate de ontem. O fato do City ter conseguido criar boas chances e ter ido às redes em mais de uma oportunidade em um jogo que sempre costuma ser muito difícil ainda mais fora de casa deve ser destacado, bem como o poder de reação para voltar à frente do placar quase que de forma instantânea ao empate sofrido.


O experimento de Navas na lateral-direita desde o começo do jogo também foi positivo. Apesar de não ser um exímio marcador e ter tomado o cartão na primeira tentativa mais firme de desarmar o adversário, o espanhol acabou se saindo dentro da média pelo esforço feito. Daqui até o final da temporada, pode até ser que valha a pena fazer com que ele repita a função em outras partidas – até mesmo pra ver se há algum desenvolvimento e a descoberta de uma nova utilidade para ele.


Getty
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Navas na lateral? Dependendo do caso... por que não?


Outra mudança em relação ao que estamos habituados foi ver Kevin De Bruyne atuando mais recuado também desde o início. Já havíamos visto o belga jogando mais atrás contra o Monaco, mas aquela foi uma situação em que o jogo pedia. Ontem, em Londres, De Bruyne aumentou – e muito! – a qualidade da saída de bola e, por consequência, promoveu uma melhora significativa na construção das jogadas. Tanto é que o primeiro gol, marcado por Sané, saiu de uma bola esticada pelo belga num passe de longa distância.


No que diz respeito ao campeonato, o empate jogou um balde de água fria em qualquer pretensão que o City poderia ter de se juntar ao Tottenham na caça ao Chelsea. Fosse o caso de vitória ontem, o time iria para o jogo em Stamford Bridge na quarta-feira com a moral elevada para tentar outro resultado positivo. Num cenário hipotético, seria a chance de diminuir a vantagem para seis pontos com 24 ainda em disputa.


Agora, ainda que o United esteja um pouco mais distante quando olhamos pelo retrovisor, é preciso lembrar que eles têm um jogo a menos e ainda há um confronto direto conosco ainda neste mês. Por esse panorama, a briga pelo terceiro ou quarto lugar é uma realidade muito mais palpável que uma reabertura da disputa pelo título depois do tropeço de ontem.


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