Versatilidade pode ser a tônica da janela do City

Por Igor Junio


A reformulação no elenco do City ao final da atual temporada é mais do que evidente. Resta apenas saber se será grande ou enorme. Jogadores em fim de contrato, mesmo aqueles que cumprem bem seu papel atualmente, como  Caballero e Yaya , não devem permanecer. Desse modo, abre-se espaço para a inclusão de jogadores que têm mais a cara de Pep Guardiola.


Até agora há poucas especulações concretas, mas já é possível começar a traçar um pequeno perfil dos objetivos do técnico catalão. Ainda mais quando se faz a ligação com uma das características de Pep: ele gosta de trabalhar com elencos curtos. Foi assim no Barcelona e também no Bayern de Munique.


Na Inglaterra, com o excesso de jogos e falta de paradas, é diferente, mas deve-se iniciar essa transição para um elenco reduzido. Em entrevistas em janeiro, quando perguntado sobre contratações naquele mês, ele respondia: “Todos os jogos eu já tenho que deixar 3 ou 4 jogadores em casa, não faz sentido contratar mais”.


Dito isso, qual seria a melhor forma de reduzir um pouco o número de jogadores do elenco? Trazendo aqueles que conseguem desempenhar mais do que uma função com naturalidade. Nessa temporada, por exemplo, no início parecia algo forçado, mas, no fim das contas Kolarov se mostrou um bom zagueiro e foi muito importante. Enfim, vamos aos nomes:


Fabinho

Caiu nas graças de todos nós nestes últimos tempos. Já se destacava como lateral no Monaco e, nessa temporada, se adaptou perfeitamente ao papel de meio-campista. Tem passe, velocidade, senso de posicionamento e capacidade de marcação. É um ponto de equilíbrio no 4–4–2 ousado dos franceses.


Isso tudo só o deixa mais perfeito para se encaixar no sistema de Guardiola, em que os laterais são mais do que apenas laterais: ocupam faixa interna para facilitar a circulação de bola. Atualmente, o City sente falta isso, tanto que vemos De Bruyne recuar muito para ser esse ponto de saída pelo lado direito. Fabinho já disse em entrevista que prefere atuar como lateral, apesar da boa fase no meio. Pode atuar tranquilamente em ambas as funções.


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Com atuações que têm impressionado o continente, Fabinho só não vem ao City se não quiser


Sead Kolašinac

Ficando sem contrato em junho, Kolašinac atrai interesse de diversos times da Europa. O Bild, jornal alemão, disse que Guardiola se encontrou com o agente do atleta para convencê-lo a jogar no City.


O bósnio chegaria para ajudar a suprir a carência da lateral-esquerda do City, mas também pode atuar como zagueiro. Lembre-se de que Kompany deve sair, talvez até Otamendi. Neste caso, Stones e algum reforço seriam as únicas opções para atuar no local. Com Kolašinac, junto a Kolarov e Tosin Adarabioyo, a situação seria bem melhor. Mesmo sendo um lateral que atua também na zaga, Kolašinac tem boas referências ofensivas, além de força física.


Joshua Kimmich

Com a aposentadoria de Lahm, Kimmich se torna um nome muito mais complicado, mas suas reclamações de poucas oportunidades com Ancelotti nos dão esperança de uma transferência, além da clara admiração mútua entre ele e Pep Guardiola.


Durante a última temporada do técnico no Bayern, Kimmich foi um verdadeiro coringa. Lateral-direito, zagueiro e meio-campista - tudo estava ao alcance do jovem alemão na visão de Guardiola. É uma boa promessa do futebol mundial que merece continuar sendo esculpida pelo melhor técnico do mundo.


Alex Oxlade-Chamberlain

Esse é polêmico. Jogadores ingleses não são os que passam mais confiança, ainda mais aliado ao fato de “Ox” defender as cores do Arsenal. Mesmo ainda aos 23 anos, muitos não veem e nunca viram futebol no jogador. Não é o meu caso.


Chamberlain já teve seu nome ligado ao City em anos anteriores e, por ter apenas mais um ano de contrato com o Arsenal, deveria ser considerado — além de uma possível necessidade do clube de contratar jogadores ingleses para a homegrown quota.


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Sterling subiu muito de produção desde a chegada de Guardiola. O mesmo poderia acontecer com Oxlade-Chamberlain


O nome ofensivo mais ligado ao City até o momento é Coman, mas o preço pode acabar afastando o francês. Chamberlain, além de boa capacidade no 1v1 como ponta (vital para o sistema de Pep), aparece com frequência jogando como meio-campista no time de Wenger e já impressionou na posição. Não tenho dúvidas de que é melhor ele como backup de Silva e De Bruyne ao invés do digníssimo Fabian Delph.


Reiterando: desses nomes, Fabinho é o que mais ventila na imprensa até o momento; os outros já foram pautados, mas sem muita evolução. 


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