Tropeços assim explicam o City longe da ponta

De maneira geral, aconteceram coisas mais importantes no mundo do futebol nesta quarta-feira (8). Dia de Champions, tivemos a goleada do Borussia Dortmund pra cima do Benfica por 4 a 0 e a remontada histórica do Barcelona sobre o PSG (6 a 1). 


Entretanto, alguns de nós estávamos acompanhando o cotejo que se seguia no Etihad, onde o City recebeu o Stoke e não conseguiu nada além de um desagradável empate em 0-0.


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Para a partida de hoje, Pep promoveu algumas alterações em relação à equipe que bateu o Sunderland no domingo. Natural, já que o time vem tendo um calendário bastante apertado nos últimos dias.


Poupados na visita ao Stadium of Light, De Bruyne e Otamendi começaram a partida hoje. Por outro lado, David Silva e Sterling ganharam um descanso – e como eles fizeram falta.


Com Navas na ponta direita e com De Bruyne e Touré pouco inspirados, o que se viu no primeiro tempo foi um City com muita dificuldade em ser minimamente efetivo. Mesmo tendo mais a bola e passando a maior parte do tempo no campo de ataque, o City viu o Stoke criar as melhores chances do jogo.


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Entrada de David Silva deu outra cara ao time no segundo tempo


O City só conseguiu ser produtivo na volta para o intervalo e depois da entrada de David Silva – com quase uma hora de atraso. Ao entrar, o espanhol foi para o meio e De Bruyne começou a cair mais por onde estava Navas. A partir daí, as chances começaram a aparecer e o City ao menos tentou fazer por onde para sair merecedor dos três pontos.


Ainda assim, vale dizer que a melhor oportunidade desperdiçada pelo City em toda a partida só foi vista com mais de 70 minutos jogados, quando o chute de David Silva após tabela com Fernandinho passou raspando a trave.


À medida que os minutos passavam e a necessidade pelo gol era cada vez maior, menos se via a tranquilidade de um time que toca a bola de forma pacienciosa até encontrar brechas dadas pelo adversário. No fim, o que se viu foi um amontoado de homens de azul tentando o gol a qualquer custo.


O próprio Pep, ao sentir a urgência em vencer a partida, sacou Yaya Touré e mandou Iheanacho a campo, lançando o time ao ataque. Mais chances foram desperdiçadas, mas o time não foi capaz de convertê-las.



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A fase do time era boa e, de certa forma, continua sendo. Agora são 10 jogos sem derrota. Em si, tropeços são naturais no futebol e, eventualmente, as coisas não acontecem de acordo com o planejado.


O problema é que não foi exatamente a primeira vez que isso aconteceu no Etihad e, justamente partidas como a de hoje, onde o City deixou de fazer os três pontos em casa para somar apenas mais um, explicam a distância do time em relação à ponta da tabela.


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