Diante do Sunderland, City exerceu seu favoritismo

Jogos contra o lanterna do campeonato são uma via de duas mãos: um jogo muito fácil pela frente, ou um adversário absolutamente desesperado pra somar pelo menos um ponto em sua luta contra o descenso.


Na temporada passada, o City passou dificuldade contra o Aston Villa e acabou deixando dois pontos pelo caminho em um modorrento empate em 0 a 0 no Villa Park.


Hoje, contra o Sunderland, a impressão que se tirou não só dos minutos iniciais, mas de boa parte do primeiro tempo, era de que o time da casa ia tentar dificultar a vida do City tanto quanto possível.


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Confirmando isso, não é nenhum absurdo dizer que foi o Sunderland quem criou as melhores chances da primeira etapa, assustando Caballero em diversas oportunidades, inclusive em um chute de Defoe que parou na trave.


Mas quem tem Agüero no comando de ataque não fica na mão por muito tempo. Quando ele abriu o placar aos 43 minutos, só fez provar que tal afirmação se faz verdadeira.


Com o tento anotado hoje, Agüero teve participação direta em 26 gols do City em 31 jogos que esteve em campo, com 23 gols e três assistências. E falando em assistência, com o passe para Kun, Sterling chegou a sua 14ª na temporada.


O gol de Agüero foi um só, mas foi como se tivesse valido por três. Primeiro, porque deu a confiança e o ânimo necessário para que o City voltasse melhor para a segunda etapa; segundo, porque fez com que o Sunderland, que não jogava mal, se abatesse de tal maneira que voltou muito pior para a etapa complementar.


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Cinco gols e duas assistências nos últimos três jogos: quem segura Sergio Agüero?


A partir daí, o City teve liberdade pra jogar como bem quisesse e, neste caso, o segundo gol não seria necessariamente uma surpresa, e sim uma questão de tempo. E assim foi quando Touré roubou a bola na intermediária defensiva e, na sequência, David Silva encontrou Sané, que só teve o trabalho de bater pro gol e liquidar a fatura. E o City até poderia ter feito mais se não fosse pela boa atuação de Pickford.



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Quanto à opção de Pep por deixar De Bruyne no banco e escalar um meio de campo com Fernandinho, Yaya Touré e David Silva, vale lembrar que o City, contando com a partida de hoje, tem três compromissos num espaço de seis dias, já que na quarta-feira (8) o time vai voltar a campo para enfrentar o Stoke no Etihad e, no sábado (11), vai até o Riverside Stadium jogar contra o Middlesbrough pela Copa da Inglaterra.


Neste caso, rodar o elenco e procurar descansar seus jogadores mais importantes quando possível é vital nesse momento e não há razão nenhuma para fazer alarde pela não escalação do belga.


E mesmo sem De Bruyne, o time colecionou boas atuações individuais hoje. É até mesmo difícil escolher um único man of the match. Prova disso é que, enquanto o Squawka aponta Kolarov como vital para o triunfo do City, a Sky Sports e a Premier League entenderam que David Silva foi o melhor em campo nesta tarde no Stadium of Light. Por outro lado, para o City e para os torcedores que votaram, Sané foi o homem do jogo neste domingo.


De qualquer maneira, quem ganha com boas atuações individuais é o coletivo e, graças a isso, o City chegou a sua quarta vitória nos últimos cinco jogos na Premier League.


O time vive um bom momento e, dado o atual momento da temporada, essa boa fase não poderia vir em melhor hora.


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