Women’s Champions League: Lyon fará final francesa contra o PSG

Valendo um rápido registro, no último sábado as francesas de Lyon e PSG selaram suas classificações para a final da Women’s Champions League 2016/2017.


O Lyon havia vencido o inglês Manchester City pelo placar de 3x1, na partida de ida ocorrida uma semana antes na Inglaterra. No segundo embate com as americanas colossais, a lionesa Alex Morgan levou a melhor sobre a citzen Carli Lloyd.


No Parc Olympique Lyonnais, as citzens conseguiram a vitória insuficiente por 1x0, gol da própria Lloyd. A atacante se defrontou com Morgan apenas durante a segunda etapa, uma vez que a americana do Lyon não surgiu entre as titulares. O Lyon avançou com o placar agregado de 3x2.


Getty
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Alex Morgan (à direita) em disputa de bola contra adversária do City


Paralelamente, o PSG não deu chances para o Barcelona no outro confronto de volta realizado no Parc des Princes, em Paris. O PSG, com as brasileiras Formiga e Cristiane entre as titulares, venceu por 2x0, com gols de Sabrina Delannoy e o tento contra da volante culé Miriam Diéguez.


A brasileira das blaugrenas Andressa Alves não foi relacionada. O PSG conseguiu elencar o placar agregado de 5x1, após vencer a partida de ida pelo placar de 3x1.


Lyon e PSG farão a final da WCL no dia 1º de junho na cidade de Cardiff (País de Gales). A cidade galesa também sediará a final da versão masculina do torneio. As lionesas, tricampeãs da WCL, buscam o quarto título.


Ponto de reflexão


Não queremos salvar o mundo, nem solicitar o impossível em nome do futebol feminino, que deixa muito a desejar no Brasil. Queremos pedir a um eventual gestor de emissora esportiva brasileira a realizar uma comparação por si, ou mesmo pensar minimamente sobre o assunto.


As emissoras transmitem no Brasil jogos das versões masculinas da Major League Soccer americana, da Eredivisie holandesa ou do campeonato belga. Não são os torneios mais vistos, nem estes comportam os times estrangeiros mais badaldos em nosso país.


O que o Les Bad Gones pergunta é: a exibição da Women’s Champions League não renderia maior audiência e interesse do que os três citados torneios? Suas marcas - Barcelona, PSG, Manchester City, Lyon - são as mesmas que disputam os torneios continentais masculinos. Estes pressupostos não justificam a exibição da WCL no Brasil?


La balle de Lyou


- O post que fizemos sobre o documentário “Les Bleus” sobre a seleção francesa e suas relações com o aspecto político/social da França seguiu rendendo diversas reações. Algo que achamos muito interessante e necessário, independente de qual fosse/seja a opinião de quem leu.


- Acredito que os leitores que estão acompanhando o Les Bad Gones desde o início tenham compreendido. Outros nem tanto e não há problema algum. O que é preciso enfatizar é que aquele texto é uma demonstração mínima do que o documentário realmente representa. É preciso assisti-lo e tirar as próprias conclusões.


- Um leitor ressaltou o fato de “Benzema não cantar o hino da França” e esse ponto é enfatizado no filme, com depoimentos de outros atletas, inclusive. Para nós, o envolvimento do atacante no caso das prostitutas menores de idade e chantagem com Valbuena são delitos maiores que comprovam sua falta de caráter. Não cantar a Marselhesa não configura contravenção penal.


- Outro ponto levantado foi sobre um “intento politicamente correto” ou não do post. Sim, o intento é esse porque o esporte e o futebol podem e por vezes devem formar o caráter do indivíduo. No Brasil, infelizmente a disciplina de educação física é menosprezada no projeto educacional. 


- Fora isso, nada temos contra jogadores autênticos que dizem o que pensam, são “marrentos”, ou que se chamem Ibrahimović ou Felipe Melo. Talvez um dia eu escreva uma ode aos bad boys franceses, começando por Eric Cantona, que também concede depoimento em “Les Bleus”. Afinal de contas, o post e o filme ressaltam que o futebol, de fato é o espaço onde TODOS têm vez.


- O que é contra indicado a quem lê o Les Bad Gones é cair em dicotomias políticas baratas, do tipo “direita x esquerda”. Há uma ideia de “direita”/“esquerda” no Brasil que é um pouco diferente daquilo que se entende por “direita”/“esquerda” na França. Nos EUA, por sua vez, as perspectivas “direita”/“esquerda” são absurdamente diferentes daquelas vistas em Brasil e França, sendo que para “esquerda” yankee não se pressupõe NENHUMA possibilidade de “comunismo”, “socialismo” ou “marxismo”. Se nunca lhe explicaram isso na escola, talvez seja porque realmente existam partidarismos e ideologias deturpando a formação educacional brasileira.


- O documentário “Les Bleus – Une Autre Histoire de France 1996/2016” está disponível no Netflix.


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