PSG 2 x 1 Lyon: efeitos colaterais de uma dura maratona

Neste último domingo o Lyon visitou o Paris Saint-Germain pela 30ª da Ligue 1, cortejado por “olhares secadores” de Monaco/Nice, direcionados para a equipe de Paris. O líder Monaco e o 3º colocado Nice agradeceriam uma derrota do PSG, que não veio.


O Lyon saiu na frente com poucos minutos, em mais uma jogada de bola parada. Valbuena cobrou escanteio, desviado por Rafael Silva e finalizado de cabeça (sem impedimento) pelo artilheiro Lacazette, vice-goleador máximo do torneio.


O empate e a virada parisienses surgiram pelo setor esquerdo da defesa lionesa. O primeiro gol, de Rabiot, surgiu da destreza da dupla argentina Pastore/Di María. No segundo, Draxler entrou livre também pelo lado esquerdo lionês.

Praticamente um terceiro zagueiro, o lateral-esquerdo Jeremy Morel é um jogador de 32 anos, com certeza sentindo o desgaste físico (e mental) das duas últimas semanas na mini-maratona à qual o Lyon se submeteu. Num determinado momento haveria um dano colateral. Somadas Ligue 1/Europa League, o Lyon jogou cinco partidas nos últimos 15 dias. Venceu três, empatou uma e perdeu as duas últimas. 


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Lacazette comemorando seu gol número 23 em 24 partidas da Ligue 1


O PSG segue “deprimido” no pós-6x1 imposto pelo Barcelona. Com a desvantagem no placar, foi nítido o destempero de Cavani, reclamando com a arbitragem de forma desnecessária. O time parece traumatizado com pênaltis “fantasmas” seja contra, ou seja invocando um pênalti a favor.


Porém trata-se de uma equipe que ainda conta com Di María, Pastore, Verratti e Draxler. Se alguns afinam e sequer entram em campo nos momentos decisivos (Di María), são mascarados (Verratti) ou imaturos (Draxler), isso é outra história. O tempo pode sanar alguns destes defeitos.


Fala-se muito mal dos petrodólares do PSG, mas jogadores world class atraem as atenções para Ligue 1, valorizando-a. Se Verratti quer sair, que saia logo!


Tirando o pé...


O treinador Bruno Génésio já previa rotação no plantel para a partida contra a Roma pela Europa League na última quinta-feira, algo que se concretizou durante a segunda etapa do confronto contra o PSG.


Génésio afirmou que atletas com poucos minutos viriam a campo. O defensor Yanga-Mbiwa ressurgiu no miolo de zaga ao lado de Diakhaby, devido à suspensão de Mammana. O espanhol Sergi Darder veio a campo na segunda etapa no lugar de Lacazette, que compreensivelmente atuou apenas 52 minutos.


Mais além, Unai Emery também rodou o elenco parisiense, valendo ressaltar que muitos jogadores convocados por suas seleções para a data FIFA que se inicia nesta semana pareciam não muito interessados na partida.


Dentre os jogadores do PSG que servirão a seleção bleu, Emery deu titularidade ao citado Rabiot, utilizou Matuidi na segunda etapa, além de poupar Kurzawa e Kimpemebe. Pelo lado lionês, Memphis Depay, que servirá a Holanda, foi titular, mas atuou por 77 minutos. Tolisso, que estreará pela França, jogou a partida toda. 


O resultado foi similar ao de Lyon x PSG ocorrido no primeiro turno. O novo 2x1 deixou o Lyon ainda na quarta colocação (50 pontos). O PSG se manteve na vice-liderança (68 pontos), três pontos atrás do líder Monaco.


Coup d’oeil des rivaux


- Lyon e PSG carregam alguma rivalidade, assim como se vê rivalidade nos confrontos do Lyon contra Bordeaux e Lille. Estas rivalidades, porém, são recentes.


- O rival histórico do Lyon é o Saint-Étienne. O embate entre ambos é chamado na França de “Le derby” ou “Derby Rhônealpin”. Os dois times representam a região do Rhone-Alpes, no leste francês.


- O Lyon ainda antagoniza o “Choc des Olympiques”/“Olympico”, disputado com o Olympique Marselha em aspecto de rivalidade cordial. Os marselheses são uma agremiação centenária (117 anos), detentora do maior número de torcedores na França.


- O confronto nacional francês similar a Real Madrid/Barcelona (Espanha), Manchester United/Liverpool (Inglaterra), Juventus/times de Milão (Itália) ou Flamengo/Corinthians (Brasil) é PSG x Olympique Marselha (ou “Le classique”). A rivalidade entre parisienses e marselheses é mais intensa do que a caracterizada pelo “Olympico”.


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