Chamem o Liverpool para ressuscitar um time em crise

Pobre. Foi bem pobre o futebol apresentado pelo Liverpool diante do Leicester. A torcida que esperou algo diferente depois do período dedicado aos treinamentos viu um time frágil e muito pouco criativo ser derrotado com muita justiça pelos donos da casa.


Bem diferente do habitual, o Liverpool caiu e muito após a virada do ano. Aquela arrancada que já era tradicional em janeiro ficou no passado. O elenco dá todas as pistas de estar esgotado. A intensidade vista no início da temporada não é repetida.


Dava para ser diferente. Era para ter sido diferente. Klopp tem muitos méritos pelos resultados alcançados e por manter acesa a esperança de títulos durante boa parte da temporada, mas tem também muita culpa por ter detectado o quanto o elenco é curto e, ainda assim, ter visto a janela de contratações abrir e fechar e não ter contratado um único reforcinho. 


Cansa também ver a falta de ideias diferentes em campo. Abrir defesas, furar bloqueios defensivos não deveria ser sinônimo de levantar a bola para a área. Não deveria, mas tem sido. 


Divulgação/Liverpool
Divulgação/Liverpool

Mané luta pela bola, mas na hora de abrir a defesa do Leicester...


Quando o jogo é contra um time forte, da parte alta da tabela, o Liverpool é atacado e acha espaços. Troca chumbo e conquista pontos, mas contra Hull, Swansea, Burnley, Sunderland, Leicester e até mesmo contra o Wolverhampton fica escancarado que o elenco é curto e que o repertório tático também não é lá essas coisas.


Pelo menos Coutinho voltou a marcar. É impressionante como ele voltou da contusão sem a mesma confiança de antes. Que o gol devolva a ele a bola que já jogou.


Se os mesmo resultados tivessem sido obtidos na era Brendan Rodgers...