Por que a Juve deve vender Alex Sandro ao Chelsea

Nos últimos anos, a Juventus para as conversas relacionadas às transferências nos finais de semana de junho. São os momentos propícios para os ingleses buscarem reforços em Turim. O Chelsea, por exemplo, quer Alex Sandro. Pelo valor que os jornais noticiam – entre 60 e 70 milhões de euros –, acredito que nem dúvida pode existir: a obrigação do bianconero é aceitar.



Curta o Gazzebra no Facebook. Siga Murillo Moret no Twitter.



Atualmente, o brasileiro tem contrato até 2020. A renovação, que incluiria um aumento significativo no salário, é veiculada desde março. Nem Juventus, nem jogador chegaram a um acordo. No mercado de inverno, o Manchester City estava louco para contratá-lo, mas os italianos conseguiram segurar o lateral. A proposta dos Blues, entretanto, muda a história.


A começar que é uma potencial venda extremamente qualificada. É muito dinheiro para um jogador que não tem status de astro no elenco – local e internacionalmente, Leonardo Bonucci, Gonzalo Higuaín e Paulo Dybala têm muito mais que Sandro. No Belpaese, dizem que o canhoto ganhará um aumento de 40% em relação ao salário atual – pulando de 3,5M para 5M por ano. Se for verdade, o lateral da Juve ganharia um honorário superior ao melhor da posição, Marcelo, que gira em torno de 4,5M. O Chelsea propõe uma remuneração entre 7 a 8M fixos; com direitos de imagens e outros bônus, os rendimentos sobem para 10M.


Getty Images
Getty Images

Nenhum defensor criou mais chances que Alex Sandro nas duas últimas temporadas da Serie A (50)


Os salários que se sobressaem aos demais no bianconero são os dos argentinos, que estão no intervalo proposto pelos Blues a Sandro. Subindo os vencimentos do brasileiro ao que ele pede, o resto do elenco pode fazer o mesmo. Aí o problema está criado. Vale blindá-lo e correr o risco? - isso se, repito, for verdade. A mídia inglesa comprou Bonucci em três times na última janela e ele sequer mexeu um dedo para ficar no Piemonte.


E, caramba, são, no mínimo, 60M! É dinheiro que compra titular e reserva aquela faixa do campo, imaginando que Kwadwo Asamoah também saia. Benjamin Mendy, do Monaco? Difícil, mas menos improvável que tirar Raphaël Guerreiro de Dortmund. Chegar a um acordo para a Atalanta liberar Leonardo Spinazzola um ano antes do previsto?


Uma saída do brasileiro não significa desmanche ou que a Juventus é um supermercado. Miralem Pjanic, por exemplo, escolheu jogar a camisa da Roma no lixo e começar uma vida nova no rival mesmo com os interesses de Barcelona e Manchester United; Dybala e Bonucci renovaram contratos também em meio às especulações de grandes clubes.


Esse junho é mais especial que os seis anteriores porque havia confiança que a temporada terminaria de forma diferente no campeonato europeu. Uma notinha no jornal causa todo um rebuliço sobre desmanche e que o último que sair tem de apagar a luz. Afinal, a torcida está cansada: nas últimas seis temporadas, a diretoria assinou com jogadores capazes de entregar seis Italianos, três Coppas e duas finais da Liga dos Campeões...


É bem capaz que eles saibam o que estão fazendo.