Arsenal precisa de um craque da Juventus, e não do técnico

Vestir a camisa 10 de seu país é o sonho de muitos garotos que jogam futebol profissional. Ele, aos 23 anos, conseguiu. Podia ser a afirmação, mas se machucou no primeiro jogo. A seleção-sede foi eliminada da competição ainda na fase de grupos. Uma pena. Talvez fosse diferente se ele, atrás daquele atacante faminto por gols, atuasse nas partidas restantes. A história do Gabão na Copa Africana de Nações de 2017 terminou com três empates.



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Pinta a notícia, vinda da Inglaterra, que o Arsenal deseja esse meio-campista. Os 23 milhões de euros propostos é uma pechincha. Como foi a transação entre Olympique de Marseille com a Juventus, que pagou somente € 10M. É o jogador que os Gunners precisam. Aquele para reviver os bons tempos de Patrick Vieira da gloriosa temporada dos Invencíveis. Mario Lemina é completo.


Visão privilegiada com aqueles olhos arregalados a 1,80 m do gramado. Uma perna direita poderosa - mesmo que a esquerda não fique atrás. Dribles plásticos e domínios de cair o queixo. Distribuição de jogo perfeita para acionar Mesut Özil no passe que antecede o gol. Versátil, também. Tem como preferência a faixa central, exatamente pela capacidade de enxergar o jogo e ter o controle para si, mas é exuberante, bem como, aberto pela direita, avançado. Com Alexis Sánchez do lado inverso, assim, o Arsenal voltaria a mirar a Máquina.


Getty Images
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Ops, mais um gol de Lemina contra a Roma


Lemina é aquele jogador para construir um time ao redor dele. Não haveria a necessidade de confiar em Mohamed Elneny, Granit Xhaka, Santi Cazorla, Francis Coquelin e até Aaron Ramsey. Toda contratação é aposta, um risco; exceto a do gabonês. E se o Arsenal quiser mais um para completar, Stefano Sturaro está com um preço bem razoável.


Fim da ironia.


São alguns anos ouvindo que Arsène Wenger deixará Londres ao fim da temporada. Conto alguns meses que Massimiliano Allegri é cotado para assumir a vaga disponível. Bancar uma transferência desse porte exige grana. O Arsenal tem dinheiro, mas, para Max, aceitar a mudança é concordar com a bagunça.


Especular o bom Andrea Belotti no clube faz mais sentido, porém, existe congruências nesse falatório: ambos trocariam o certo (ou quase isso, no caso do artilheiro do Torino) pelo duvidoso demais. Para deixar a comparação restrita à Itália, é como se transferir para Milan ou Inter na próxima temporada. A busca pela melhora existe, mas há muito o que transformar. A desordem não é está presente somente nos 11 que vestem a camisa desde o minuto inicial, tampouco ao que escolhe quem entra em campo e concede treinamentos. Atualmente, é muito mais crível escolher Napoli ou Lazio para amarrar o burro.


Belotti se agarra a um Torino regular para manter regularidade e chegar à Copa do Mundo de 2018; Allegri tem uma Juventus com a cara dele e que deseja muito mais. Para o bianconero, o dia de amanhã é outro a ser conquistado. De preferência com o treinador da Toscana. Sem farra.