Beijo, Barça: a Juve deu aula de futebol na defesa e ataque

A Juventus foi relegada à mediocridade por ser italiana. Aquele campeonato meia-boca, triste e falido. Uma pena que a falácia fora aplicada para todas as situações que enfrentou nesta temporada. O empate sem gols na Catalunha mostrou que a Velha Senhora tem repertório vasto. Há muitos jeitos de jogar futebol, e o bianconero pratica vários deles. Na Itália ou fora, a Juve mostrou uma aula de futebol na defesa e no ataque.



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A remontada culé só seria possível se o Barcelona marcasse gols. Mas as regras não permitem que os atacantes do clube espanhol entrem com martelos, picaretas e britadeiras para derrubar um muro. Giorgio Chiellini e Leonardo Bonucci só não são intransponíveis porque Gianluigi Buffon, o Grande, defendeu um par de finalizações.


Getty Images
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O Barça entrava em campo com um retrospecto caseiro incrível: quatro vitórias com o placar mínimo de 4-0. A partida acabou da mesma forma que começou - a Juve levou somente dois na competição inteira. E isso só aconteceu porque temos acompanhado o melhor momento de Chiellini em meses - quiçá, ano. Parece que ele se poupou durante todo esse tempo somente para enfrentar a série contra os blaugranas.


O ataque não foi modorrento. Criaram bastante, ainda mais no contra-ataque. Contudo, os jogadores que foram escalados para a função desempenharam papeis nem-tão-secundários-assim de forma crucial: Juan Cuadrado seguiu Neymar ad eternum e Mario Mandzukic, mais uma vez, fez de tudo um pouco. Uma observação: Miralem Pjanic, tão criticado por estar no limite entre bom e ruim, foi perfeito e silencioso na Espanha. Sempre no lugar certo.


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E a Juventus comprovou, diferentemente de algumas ideias simplistas, que existe diferentes maneiras para jogar futebol. Entre a Itália reativa de Antonio Conte e a pressão do Barça de Pep Guardiola, há métodos distintos. Se beleza é subjetiva, o resultado é palpável. De qualquer jeito, porém, a disciplina é essencial - isso sobra para a Senhora.


Os adversários têm de se preocupar com a organização de uma equipe mais coesa e bem trabalhada que aquela finalista em 2015. Esta é punitiva. Os torcedores podem morrer do coração com tamanha pressão quando atacada, entretanto, tenha a certeza: os jogadores passam bem. Ali é só mais um dia no escritório.