De Buffon a Dybala: a Juventus é muito melhor que o Barça

Foi autoritária, magistral e quase próxima à perfeição. Do gol ao ataque, do lado direito ao oposto. Tudo funcionou. Todos jogaram com a mentalidade que Massimiliano Allegri sempre quis. Aos adversários, prazer: esta é a Juventus, uma equipe muito melhor que o Barcelona.



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A Velha Senhora precisava de um jogo assim, colossal. Daqueles para mostrar ao mundo que pode competir em alto nível com outros grandes - mesmo que este seja um Barça inconstante, que busca fagulhas de criatividade no trio ofensivo ao invés de atuar coletivamente. A primeira razão da goleada: o técnico.


Getty Images
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Somos privilegiados por poder acompanhar a carreira desse homem


Os jogadores da Juventus acreditam no potencial do todo para alcançar um objetivo. Parte disso, óbvio, nasce de Allegri. O treinador que vai conversar sobre renovação após as quartas-de-final compreende e propaga a ideia aos seus comandados que eles serão melhores se jogarem de forma coesa. É isso que faz Mario Mandzukic brigando com Lionel Messi na área defensiva depois de ganhar um tiro de meta. É isso que faz Miralem Pjanic pensar o jogo a partir da frente da zaga, em posição que ainda incomoda o bósnio.


Porque, no fim, o resultado é coletivo. Se o treinador fez com que aquele Milan de Alexandre Pato e Sulley Muntari vencesse o Barça em San Siro, por que seria diferente com um bianconero extremamente superior?



“Agora a Juventus é muito respeitada na Europa. Esse é minha maior conquista nesses três anos” (Max Allegri, após o jogo)



A segunda: os goleadores. Enquanto Gonzalo Higuaín tem o costume de não balançar a rede contra o time catalão, Paulo Dybala quis brincar com pouco: foram cinco passes dele no primeiro tempo e dois gols. Esta era uma apresentação que o pequeno argentino necessitava após ser questionado de fugir da decisão quando era chamado.


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Giorgio Chiellini, por outro lado, é outro que cresce nesse tipo de decisão. Nesta terça-feira (11), o setor foi dele. Alex Sandro foi a terceira razão. Expliquei que a eliminatória ante o Barça estava vinculada ao que ele faria com Sergi Roberto. Ele até produziu, mas foi na defesa que se sobressaiu.


Por fim, Gianluigi Buffon. A Juve amassou o Barcelona, porém, o goleiro dos goleiros teve quatro defesas - sendo três incríveis. Aos 39 anos, ele, o Grande, parou o time que os filhos dele adora assistir pela TV. Toda rodada é uma prova a mais que o Super-Homem é determinante. Basta olhar para trás e ficar tranquilo: se a bola passar, lá tem o maior da História para defender.


Semana que vem tem mais. O bianconero não sofre quatro ou mais gols desde fevereiro de 2004. Boa sorte ao Barcelona para emular a Roma naquela noite no Olímpico.