Quem manda contra o Napoli é Higuaín, o ex imprescindível

O Napoli foi o adversário que Gonzalo Higuaín mais enfrentou na atual temporada. As chances de marcar, portanto, eram superiores em relação aos outros rivais, mas os quatro gols nas quatro partidas foram decisivos: vitória na Serie A na estreia dele, vantagem na ida da Coppa, em casa, e dois no San Paolo para sacramentar a classificação à final. A vaga foi confirmada com uma derrota, mas isso não preocupa tanto. A apresentação de um dos zagueiros faz crescer a esperança dos duelos internacionais.



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A Juventus sofreu três gols num mesmo jogo pela segunda vez na temporada - a outra fora ante o Genoa, em outubro. Mehdi Benatia foi terrível. Neto, de duas excelentes defesas no primeiro tempo, teve outras duas jogadas desastrosas. Uma delas, inclusive, culminou no gol de empate de Dries Mertens. Eles foram as caras de um setor defensivo que deixou de prestar atenção quando a Senhora vencia parcialmente por 2-1.


Getty Images
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Por outro lado, Leonardo Bonucci se mostrou inteiro para enfrentar o Barcelona na próxima semana. Esta foi a melhor partida do camisa 19 desde que foi descartado para o jogo de ida contra o Porto. Parecia que lhe faltava explosão - em lances vistos contra a Udinese, Milan e amistoso da Itália ante a Holanda. No San Paolo, Bonny foi quase impecável.


É verdade que a Juve foi com um mistão para encarar uma semifinal. Tomas Rincón foi o que melhor aproveitou a chance. Stefano Sturaro continua a peregrinação entre banco de reservas e gramado sem qualquer influência em ambos. É um a mais ali ou acolá. Jogos ruins de Benatia não são raridade neste 2017, mas, provavelmente, não será esta apresentação que fará com que o bianconero deixe de pagar pela transferência dele em definitivo.


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O técnico Massimiliano Allegri queria usar esse confronto da Coppa para testar a equipe em situações semelhantes as que enfrentará na Liga dos Campeões. Ele precisa alertar os jogadores a, novamente, não relaxarem. Lapsos de concentração contra esse excelente Napoli já não podiam existir; contra o Barcelona, então... Para cada vacilo de Lorenzo Insigne ou Leonardo Pavoletti nascem gols de Neymar e Luis Suárez.


A maior vitória do dia, porém, nem foi avançar à finalíssima contra a Lazio. O promotor da Federação Italiana de Futebol que cobrava o presidente da Juve, Andrea Agnelli, a depor na Comissão Anti-Máfia disse que as relações entre o mandatário e a ’Ndrangheta, a máfia calabresa, nunca existiram.


O clube bianconero passou seis semanas no noticiário esportivo e judicial porque Giuseppe Pecoraro afirmava com veemência que tinha evidências de Agnelli: o presidente sabia da distribuição de ingressos para as organizadas e se relacionava com gente da mais alta estirpe da máfia. Segundo o promotor, houve uma “falha na interpretação” das ligações interceptadas. Vergonhoso.


Para entender melhor o que aconteceu, leia "Juve acusada de se envolver com a máfia italiana".