Quando a Juve não vence na bola, é no (justo) pênalti

A Juventus merecia um jogo maluco na temporada, mas esse superou qualquer expectativa. A invencibilidade caseira e a motivação para perseguir o recorde de 39 partidas sem derrota do Barcelona foram salvas por uma bobagem de Leonel Vangioni nos acréscimos do segundo tempo. Ironia ou justiça, a vitória de 2-1 foi incrível pela situação.



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Ser a primeira equipe a alcançar os 70 pontos entre as cinco mais poderosas da Europa mascara, por esse jogo exclusivamente, o que a Juve fez. No JStadium, as chances foram criadas e desperdiçadas aos montes. Marko Pjaca pode ser aquele que mais vai lamentar o que deixou de fazer. Mesmo que a finalização não seja o forte dele, as falhas dentro da área permitiram que o Milan permanecesse no jogo por muito mais tempo que o ideal.


Getty Images
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O frenesi depois do gol da vitória


As críticas ao ataque até devem ser encobertas pela atuação absurda e excelente de Gianluigi Donnarumma. Só 18 anos, mas que goleiro fantástico. Ele, aliás, foi aprovado na audição para ser o próximo a vestir a camisa que quiser do lado bianconero do Piemonte. As defesas na bicicleta de Gonzalo Higuaín e no chute à queima-roupa de Sami Khedira foram mais plásticas, contudo, a que impediu o gol de Miralem Pjanic foi ainda mais sensacional.


Os primeiros comentários após a 31ª vitória seguida em casa foram, obviamente, sobre o lance capital. Se Vangioni interferiu na jogada ao colocar a mão na bola dentro da área, isso é pênalti. Se o árbitro marcaria em lance parecido para o Milan? Difícil dizer, mas acertaria ao marcar e estaria errado ao deixar passar.


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O momento da partida para a aplicação dessa falta potencializou o caso. Afinal, o árbitro Davide Massa deu quatro minutos de acréscimo e o lance aconteceu 17 segundos depois desse tempo. Só que era numa jogada de ataque. E o juiz não acresceu mesmo após a substituição do Milan nos acréscimos, tampouco quando José Sosa foi expulso aos 47.


Às vezes é só na bola, como foi contra Lazio, Crotone, Atalanta, Cagliari e Porto. Assim seria se acontecesse o empate, mesmo que Carlos Bacca tivesse igualado o marcador em posição irregular. Às vezes é no pênalti. Ante Napoli e Diavolo, bem marcados.