Esqueçam o juiz: a culpa é de uma Inter fraca mentalmente

Getty Images
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Ridículos


Não adianta choramingar, o senhor Daniele Orsato não fez nada errado. A substituição eterna de Biabiany, o cartão amarelo de Gagliardini, o atendimento a Nagatomo e a própria enrolação dos jogadores durante o tempo extra mais do que justificam o acréscimo prolongado. A Inter não cedeu por causa da arbitragem, mas porque, pela enésima vez, se mostrou fraca mentalmente, hoje orientada por uma péssima direção de Stefano Pioli.


Dito isso, importante ressaltar o crescimento do time depois de 15 minutos de total pressão do Milan, com direito a bola na trave e duas intervenções decisivas de Handanovic. Demorou um pouco para encaixar o jogo, mas, quando conseguiu, João Mário liderou a equipe em campo aberto, extraindo o melhor de Candreva, Icardi e Perisic, decisivos na vantagem criada ainda no primeiro tempo. Se os laterais sofreram com Deulofeu e Suso, Medel e Miranda dominaram a área.


No segundo tempo, porém, mais ou menos depois do minuto 70, quando Éder entrou, e especialmente depois de João Mário dar lugar a Murillo, o time abdicou de jogar. Não falo em covardia, por recuar, até porque o rival empilhou muitos no ataque, mas simplesmente deixaram de jogar futebol. Não buscaram manter a bola longe do gol, não pisaram mais no campo adversário - e quando fizeram, Perisic e Éder estragaram jogadas preciosas - e se defenderam terrivelmente.


Mesmo com pelo menos oito jogadores na área, Romagnoli conseguiu se antecipar para descontar. E no último lance, depois de saída horrível de Handanovic, ninguém cobriu atrás e Zapata tocou para o gol aberto, com a devida assistência da tecnologia, validando o empate, sim, justo.


Pela quarta rodada seguida, a Inter segue sem vencer, justamente no período mais decisivo do campeonato. Cedeu a vitória que a colocaria novamente na zona europeia, independente dos outros resultados, e amargará por mais uma semana na medíocre sétima posição.