Inter praticamente dá adeus à próxima Champions League

Reprodução/Internazionale
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É, não deu, mister


Não me agrada esse discurso montanha-russa - do céu ao inferno a cada rodada -, mas, desde as derrotas para Juventus e Roma, ficou muito claro que a Inter não poderia mais tropeçar se ainda tivesse como objetivo a vaga na Liga dos Campeões. Tirando a partida contra o Napoli no final de abril, a equipe teria “permissão” para vacilar apenas uma vez.


O empate ontem em Turim foi fatal para o terceiro lugar, que já era um objetivo muito difícil de ser alcançado depois de um início de temporada tão ruim, mesmo com a espetacular arrancada do time de Stefano Pioli desde dezembro. Curiosamente, esse foi o primeiro empate do treinador desde a estreia, naquele 2 a 2 com o Milan.


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Maldito


Mais do que o tropeço em si, contra uma equipe sem o que disputar no campeonato, que continua jogando apenas para promover seu artilheiro, fica o gosto amargo porque Napoli e Roma seguem vencendo e a diferença voltou a aumentar. Além do mais, agora são duas semanas de data Fifa - maldito seja quem inventou essa data em março -, ou seja, o time vai perder o pique dos últimos três meses.


O tropeço da Lazio é um pequeno alívio, mas não melhora muito a situação. O quarto lugar é o mínimo que o time deve alcançar depois dessa recuperação, afinal foi essa a posição na última temporada. Mesmo que o retrospecto na década diga o contrário - 2º em 2011, 6º em 2012, 9º em 2013, 5º em 2014, 8º em 2015 e 4º em 2016, com posição média de 5,6 -, o clube não pode se contentar em repetir a mesma posição.



“Há arrependimento. Temos um grande objetivo, estamos procurando uma recuperação espetacular, então devemos sempre vencer, e até por isso devemos ter mais determinação desde o início. Fizemos muito bem nesse período, mas hoje esperava um pouco mais de precisão. Sabíamos que não seria um jogo fácil e ainda assim tivemos várias situações para vencê-lo. Erramos muito tecnicamente, não estávamos muito atentos. Uma equipe como a nossa não pode estar tão imprecisa assim na construção, é ali que devemos dar o salto de qualidade. É um pecado, porque criamos para a virada, mas perdemos três, quatro chances claras”


- Stefano Pioli, treinador da Inter, após o empate em 2 a 2 com o Torino no último sábado