Contra o Cagliari, a Inter limpou a alma

Reprodução/Internazionale
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Gagliardini extravasou com o primeiro gol, assim como o interista com a goleada


Depois das últimas derrotas e a eliminação na copa, a Inter precisava de uma vitória assim. Contra o pior sistema defensivo do campeonato, o time deveria aproveitar para recuperar a confiança com uma goleada e vingar a constrangedora derrota em casa no primeiro turno. Além do mais, dando espaço para Banega, e este correspondendo, sem contar o primeiro gol de Gagliardini, melhor nerazzurro desde que estreou há pouco menos de dois meses.


Nesta manhã vi duas estatísticas interessantes. A Inter é a equipe que mais criou chances nas cinco principais ligas europeias: 370. Ainda assim, já com os cinco de ontem, são apenas 46 gols em 27 rodadas, que rende uma média de 1,7 gols por jogo, além de um aproveitamento ridículo de 12,43%. Por outro lado, é a segunda equipe que menos sofreu chutes na Serie A: 10 por jogo. E mesmo assim levou 28 gols e perdeu oito partidas.


Na Sardenha, o Cagliari expôs os problemas que levam a Inter sofrer tantos gols com poucos chutes contra. Logo aos seis minutos, com o adversário contra-atacando após perda de bola no ataque, Medel salvou em cima da linha um gol que poderia ter mudado toda a história do jogo. No final da primeira etapa, Borriello descontou em outro cochilo em bola cruzada. Logo depois, Handanovic evitou o empate antes do intervalo. No final das contas, essas foram as únicas oportunidades do Cagliari, e a defesa esteve bem de forma geral, mas fica o alerta para desatenções que às vezes são fatais.


Reprodução/Internazionale
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São Medel


Antes do gol de Borriello e depois do gol evitado por Medel, a Inter tomou as rédeas do jogo. Controlou a posse e, de volta ao 4-2-3-1, ou seja, com Candreva e Perisic mais próximos do gol, criou com mais facilidade. Foram pelo menos três boas oportunidades antes do croata abrir o placar com passe espetacular de Banega, que ampliou logo depois em cobrança de falta. É fácil entender porque o argentino encontra resistência no time de Pioli, mas em partidas como essa, com o adversário enfileirando oito homens na área, ele é essencial. Fisicamente está aquém da Serie A, mas a qualidade permite ganhar jogos assim.


No segundo tempo, passado o susto antes do intervalo, a equipe esteve mais confiante e não voltou a ceder espaço para contra-ataque, até porque parou de perder bolas no ataque. Icardi entrou no jogo e todos os últimos três gols foram protagonizados por ele. O primeiro, logo no início, foi numa tabela com Perisic, que marcou sua doppietta. Na metade da etapa final, sofreu pênalti de Gabriel após belo desmarque em passe de D’Ambrosio. Cobrança convertida. Quase nos acréscimos, fez o pivô para Éder tocar a Gagliardini e este chutar firme e rasteiro de fora da área, fechando a conta e a goleada.


Na tabela, nada muda e a Inter segue na sexta posição. A Lazio ganhou, o Milan também, e apenas a Atalanta tropeçou, em um 0 a 0 muito injusto por tudo que criou contra a Fiorentina, a cada rodada cada vez mais longe da briga. Os nerazzurri vizinhos justamente serão o próximo adversário, no domingo (12), em San Siro. Na sequência, sábado (18), tem o Torino fora de casa. E assim resume o breve mês de março interista. Após a data Fifa, na segunda metade de abril, sequência pesada contra Milan, Fiorentina (fora) e Napoli (casa).