A mulher como agente transformador no futebol

O post de hoje é uma participação especialíssima de uma torcedora: a Luana Ortiz, colorada não "de carteirinha", mas de arquibancada mesmo, que apresenta sua visão sobre a participação da mulher no futebol, um ambiente ainda machista.


Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Luana Ortiz: "Ser mulher e gostar de futebol é uma tarefa árdua"


Na última semana, dois casos reacenderam o debate sobre o papel da mulher no futebol brasileiro. Em uma entrevista coletiva, Guto Ferreira – atual técnico do Internacional – declarou que não faria uma pergunta à jornalista presente pelo fato dela ser mulher e, segundo ele, não ter experiência prática no esporte. O segundo caso foi o texto de um comentarista esportivo do principal veículo de comunicação do Estado em que o cronista limitou a participação feminina nas arquibancadas a admiração aos jogadores bonitos e não ao jogo em si.


Como bem disse o cronista em seu texto, a participação da mulher no futebol realmente está em processo de transformação. Se no passado fomos, por lei, proibidas à pratica do esporte, no presente estamos ocupando cargos administrativos e marcando presença na mídia especializada, além do aumento do número de mulheres nas arquibancadas.


Ser mulher e gostar de futebol é uma tarefa árdua. Constantemente, testam a nossa capacidade de compreensão e conhecimento técnico. Praticamente toda mulher já ouviu a pergunta "o que é impedimento?" após dizer que gosta de futebol. Sou torcedora do Internacional, frequento o Beira-Rio há 11 anos e percebo essas mudanças; não é a toa que o clube tem o maior número de sócias em seu quadro social.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

A participação da mulher no futebol está em processo de transformação


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A cada polêmica à respeito do assunto, a mídia deveria exercer um papel fundamental na construção de uma nova visão do esporte. A presença de jornalistas mulheres nesses espaços predominantemente masculinos contribui tanto para o debate igualitário quanto na desmistificação da "Maria Chuteira".


As gerações de mulheres que nos antecederam quebraram inúmeras barreiras, mas ainda há um longo caminho a percorrer. O futebol é a paixão nacional e independe de gênero para vivê-lo.


LUANA ORTIZ
@luaortizzz


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