9 verdades e 1 mentira sobre o favoritismo do Inter no Gauchão

Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Para jogar bem, o Inter continua dependendo que D'Alessandro esteja inspirado


1. Poderemos jogar a última e decisiva partida sem goleiro


O Inter vive uma situação atípica: dos três goleiros inscritos no Gauchão, dois estão lesionados. Danilo Fernandes não tem condições de jogo e Marcelo Lomba pode aparecer no banco de reservas na partida do Beira-Rio; mas dependemos, fundamentalmente, de Keiller. Caso aconteça algo com ele (bata na madeira), como uma expulsão, por exemplo, poderemos não ter um goleiro para jogar a última partida do campeonato.


2. Não teremos nosso artilheiro no momento decisivo


Expulso após trombar com o árbitro na partida em Caxias, Brenner não estará em campo na partida do Beira-Rio. Como se não bastasse, nosso artilheiro foi denunciado pelo TJD-RS e pode pegar uma pena pesada, em número de partidas ou dias (o que implicaria em suspensão também na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). Ao menos por enquanto, nossa esperança de gol recairá sobre Carlos.


3. Se D’Alessandro joga bem, o time joga bem


Cotado para ser o Craque do Campeonato (grandes merdas), nosso capitão tem sido o termômetro do irregular time colorado: se está num dia iluminado, passa por cima dos problemas de escalação e formação da equipe; se não, diminui consideravelmente o potencial do Inter. Nesta decisão do Gauchão, há um fator agravante: se receber o cartão amarelo amanhã, D’Alessandro estará fora da segunda final.


4. Nossa defesa continua não sendo 100% confiável


Quem imaginava que bastava mandar Paulão e Ernando embora pro time parar de sofrer gol bobos está tendo uma ingrata surpresa. Léo Ortiz e Victor Cuesta formam uma dupla de zaga indiscutivelmente superior, mas apresentaram falhas coletivas e individuais que resultaram em gol adversários ou exigiram milagres dos nossos goleiros. Sem Danilo ou Lomba, precisaremos que Ortiz e Cuesta façam partidas perfeitas.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Se na lateral é medíocre, no meio-campo Uendel torna-se um dos principais jogadores do Inter


5. Com Anselmo em campo, o Inter sempre sofre gol


Admito que não usei nenhuma estatística para justificar minha afirmação, mas a sensação que eu tenho é essa: com Anselmo em campo, infelizmente o placar (contra nós) nunca fica em branco. Inexplicavelmente, seja quais forem os 11 titulares de Zago para o jogo do Beira-Rio, uma coisa é certa: Anselmo estará entre eles. E o Novo Hamburgo agradece por isso.


6. O melhor Uendel é armador, não lateral


Lateral medíocre, Uendel se transforma quando joga no meio. Faz uma parceria excelente com Carlinhos e se torna um segundo armador do time ao lado de D’Alessandro. Sem o titular da posição, Zago deve novamente recuar Uendel e abrir mão do seu jogador mais regular. Ainda há tempo de o treinador rever seus conceitos: a vitória do Inter passa pela manutenção de Uendel no meio-campo.


7. William depende de Edenílson para jogar bem


Se na lateral esquerda não teremos nosso titular, na direita o dono da posição depende de parceria para render o seu máximo. Sem companhia, William não faz melhor que Alemão ou Junio. Mas quando Edenílson está em campo, ele se torna um dos principais jogadores e peça fundamental do time. Em poucos jogos, o volante tornou-se o parceiro ideal de Rodrigo Dourado e o motorzinho do Inter.


8. Em algum momento, Nico López será substituído


Por algum motivo que ninguém sabe explicar (e eu nem tento mais entender a cabeça do treinador), o uruguaio é ficha 1 pra sair quando Zago quer modificar o time. Esteja atuando mal ou bem, Nico López ainda não fez o suficiente para o nosso técnico enxergar o jogador que o torcedor enxerga: sempre perigoso para o adversário.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Sem Brenner, Zago precisa confiar ainda mais no potencial de Nico López


9. O time colorado ainda não está pronto


Após inúmeros testes nos primeiros meses de trabalho, Antonio Carlos Zago enfim achou o time titular e a formação ideal pro Inter. Porém, sempre que perde um desses jogadores, se atrapalha todo na hora de substituí-lo – o que me faz entender que seus testes não serviram para absolutamente nada. Amanhã, não será diferente: sem Carlinhos e Brenner, o treinador mais uma vez terá que mostrar que não depende que os 11 titulares estejam em campo para o time jogar bem e vencer.


10. O Inter já é heptacampeão


É fato que o título colorado passa por uma vitória no Beira-Rio. Mas é fato, também, que na única vez em que se enfrentaram, no mesmo Gigante, o Novo Hamburgo VENCEU o Colorado. Era outro momento? Era. Novos jogadores foram contratados? Sim. Porém, a instabilidade do nosso time, somada à qualidade do adversário, simplesmente o melhor time da competição, não nos permite confiar plenamente no título colorado. Nem mesmo uma vitória em casa garante isso; basta lembrar que devemos a Keiller a classificação às finais diante do Caxias. Ou que o Novo Hamburgo eliminou o Tricolor Gaúcho, favorito ao título para 10 entre 10 jornalistas esportivos.


O Inter precisará jogar MUITO se quiser conquistar o Gauchão. E não se trata de demagogia; o Novo Hamburgo fez por merecer esse respeito. Para ser heptacampeão, o Colorado tem que deixar a história em casa e entrar em campo com humildade e determinação. Ou correrá o risco de entrar pra história da forma que nenhum torcedor deseja.


ESPN.com.br | Zagueiros retornam e Roberson vira opção para o ataque na final



#VamoInter
#NadaVaiNosSeparar
#ClubeDoPovo