No Gre-Nal, o empate segue sendo nosso maior adversário

Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Atuando mais recuado, D'Ale jogou uma enormidade como maestro do time


Antes de falar do Gre-Nal, quero retomar o último texto com minhas previsões. Errei mais do que acertei. Acertei ao apostar nas presenças de William e D’Alessandro, mas errei ao pensar que Zago não teria coragem de escalar Leo Ortiz e Brenner. Pois nosso técnico me surpreendeu positivamente: foi ousado na escalação inicial e anda mais nas modificações que promoveu no intervalo. Beirou a insanidade, mas funcionou. E, pelo menos por enquanto, é isso que importa.


Achei ousado entrar em campo com dois laterais ofensivos, um meia sem obrigações de marcação e dois atacantes agudos. Taticamente, um 4-3-1-2 que não me recordo de ter visto em outras partidas. E uma formação que foi um completo FRACASSO no primeiro tempo de jogo: sofremos mais um gol de contra-ataque, como outros já sofridos neste ano, Carlos não tocou na bola, D’Ale ficou isolado no meio, o time não teve transição, nem compactação, e William, Charles e Ortiz não se entenderam em nenhum momento.


E quando o Inter voltou com Roberson e Nico López nos lugares de Charles e Carlos, temi pela goleada. Vi os dois de armadores e D’Ale recuado como volante e xinguei o Zago de Celso Roth (desculpe). Pois eu não poderia estar mais enganado: Roberson e Nico entraram MUITO bem e D’Alessandro jogou uma ENORMIDADE com espaço para avançar com a bola dominada. Foi o MAESTRO do time nos cerca de 15 minutos em que o Colorado, atuando num 4-3-2-1, tomou conta do jogo e viu o adversário perdido em campo, que nem barata tonta.


Lamentavelmente, fomos vítimas de uma inesperada falha de Danilo Fernandes, que tem crédito de sobra e continua sendo o melhor goleiro do mundo, e da lesão muscular de Carlinhos, que ficou em campo nos minutos finais apenas fazendo número. A vitória esteve realmente muito perto, mas no conjunto geral do clássico, o 2x2 ficou de bom tamanho pelo que ambos os time produziram. O que, no final das contas, justificou o que falei antes do jogo: com D’ALESSANDRO, o Colorado é outro time. E o nosso principal adversário aqui no Sul continua sendo o empate.



Vamos às notas dos jogadores:


Danilo Fernandes falhou no gol de Fernandinho, mas tem crédito de sobra. Nota 5
William precisa recuperar o lugar no time na bola, não só no nome. Nota 5
Leo Ortiz fez um primeiro tempo ruim, mas recuperou-se no segundo. Nota 5
Paulão correu pra lá e pra cá pra tapar os furos da defesa. Nota 6
Carlinhos foi discreto no ataque. Na defesa, permitiu o chute de Fernandinho. Nota 5
Rodrigo Dourado foi gigante na marcação no meio-campo. Nota 7
Charles sucumbiu e fez sua pior partida pelo Inter. Vai evoluir. Nota 4
Uendel cresceu no segundo tempo. Fez belo passe pro gol de Brenner. Nota 6
D’Alessandro foi nosso maestro e jogou demais numa posição mais recuada. Nota 8
Carlos não tocou na bola enquanto esteve em campo. Nota 3
Brenner foi outro que cresceu com as modificações. Artilheiro. Nota 7


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Roberson entrou no intervalo, fez um gol e teve uma ótima atuação


Roberson entrou bem demais. Fez um belo gol. Nota 7
Nico López é outro que entrou muito bem. Não pode ser reserva. Nota 7
Anselmo entrou pra fazer o que sabe: marcar e levar um cartão amarelo. Nota 4


ESPN.com.br | D'Alessandro diz que o Inter foi melhor que 'time da série A' no Gre-Nal


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