Como o Inter vai jogar o Gre-Nal

Começou a SEMANA GRE-NAL. Em condições normais de temperatura e pressão, seria o suficiente pra gente ficar com dor de barriga pelos próximos dias. Com o Colorado na Série B e o Tricolor prestes a estrear na Libertadores, o jogo do próximo sábado tem tudo para abalar o futebol gaúcho, dependendo do seu resultado. Me atrevo a dizer que 90% dos torcedores, independente da cor da camisa, assinariam hoje mesmo um compromisso com o 0x0 que não trouxesse maiores consequências. Mas, conhecendo os treinadores da Dupla, creio que dificilmente teremos um Gre-Nal sem gols, pois ambos deverão entrar em campo para vencer o clássico.


Não sei como o adversário tentará fazer isso, nem quero saber. Mas, observando os 10 primeiros jogos de Antônio Carlos Zago no comando do Inter, me atrevo a adivinhar qual será o time colorado que estará em campo no GreNal 412.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Como meio-campista, Uendel é hoje o melhor e mais importante jogador do Inter de Zago


SISTEMA TÁTICO


Zago começou o trabalho fazendo o Inter jogar no 4-4-2 com dois meias abertos e dois atacantes agudos. O que nos causou sérios problemas defensivos, escancarados na derrota para o Novo Hamburgo, pelo Gauchão, em pleno Beira-Rio. Isso fez com que Zago apelasse para uma formação com 3 volantes, que resultou em vitória contra o Fluminense pela Primeira Liga, mas não teve sucesso contra o Caxias. Então, foi a vez do bom e velho 4-2-3-1, que rendeu outra vitória na Copa do Brasil, contra o Princesa de Solimões, seguido de um decepcionante empate contra o Passo Fundo. A melhor partida do Colorado aconteceria no jogo seguinte: uma goleada categórica contra o Oeste, em que UENDEL começou a se consolidar como meio-campista e Zago passou a olhar com carinho para uma formação em losango no meio.


Mesmo assim, acredito que o Colorado entrará em campo no 4-2-3-1, com dois volantes marcadores, três meias de movimentação e apenas um atacante. Penso que é o sistema que Zago escolherá para proteger a defesa e permitir os avanços dos laterais, aumentando o poder de fogo do time.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Os elogios de Zago confirmam: até a chegada de Victor Cuesta, Paulão é titularíssimo


DEFESA


Pelos seis jogos em que foi titular, somados aos elogios do treinador, Paulão é presença garantida no Gre-Nal. E, até poucos dias, eu cravaria Klaus como seu companheiro de zaga. Porém, com a sua lesão, acredito que Zago não se atreverá a colocar um dos outros guris em campo, mesmo que Léo Ortiz esteja pedindo passagem. Com isso, deve jogar a dupla de zaga que provoca calafrios em 99% dos colorados. Sim, quis o destino que ERNANDO seja o companheiro de Paulão.


Nas laterais, a volta de WILLIAM quebra a lógica e influencia até mesmo no sistema tático. Com Junio, titular em cinco dos 10 jogos com Zago, o time jogaria de um jeito. Mas o ex-titular, e agora novamente dono da posição, é tão ofensivo quanto Carlinhos, e isso vai exigir que os zagueiros e, principalmente, os volantes guardem mais a posição.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Pela frequência com que atua com Zago, Roberson deverá ser um dos meias ofensivos do time


MEIO-CAMPO


Nesse início de Era Zago, ninguém atuou mais que Dourado e Charles, que estiveram em campo em oito das 10 partidas. O meio-campo colorado começa por eles. O terceiro integrante é Uendel, outro que também atuou oito vezes e se consolidou como meio-campista após a chegada de Carlinhos. E o quarto jogador do meio é o mais óbvio de todos: o Inter é D’Alessandro + 10, e não poderia ser diferente disso.


Daqui pra frente é o que define como o Inter jogará o clássico. Se eu apostasse no 4-4-2 em losango, pararia por aqui e seguiria para o ataque. Como estou apostando no 4-2-3-1, visualizo um quinto jogador de meio, que seria o terceiro da linha de 3 meias, para jogar pela direita ou centralizado, dependendo do posicionamento do D’Ale. Pela entrega e comprometimento, acho que Zago vai de ROBERSON, deixando Nico López para uma eventual necessidade no segundo tempo.


Isso mesmo: pelo que observei até aqui, acredito que nosso treinador não vê o uruguaio como um definidor, mas sim como um atacante de chegada. E que, por isso, disputa posição no meio, e não na frente. Posso estar enganado, mas acho que é por aí.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Na frente, Carlos vence a disputa com Nico López e Brenner pela única vaga no ataque


ATAQUE


Definido que jogaremos no 4-2-3-1, sobra apenas um lugar no time para um atacante de referência. Capaz de marcar gols, mas, também, de se movimentar, atraindo a marcação e abrindo espaço para os meias. Nico López não é esse cara (ao menos, não na visão do nosso treinador); então, ficamos entre Brenner, goleador do time na temporada, e Carlos, que tem menos gols mas jogou mais partidas (cinco). Pela importância da partida, acredito que Zago apostará em CARLOS, acostumado com jogos grandes pelo Brasileirão e pela Libertadores quando atuava pelo Galo. Brenner talvez fosse a melhor escolha para o momento, mas acredito que o Zago não escalaria ele e Roberson, dois ex-jogadores do Juventude, juntos.


Se eu estiver enganado e o treinador optar pelo 4-4-2 em losango, daí a situação muda de figura e Nico López ganha força pra ser um dos homens de frente. Mas, como a ideia é bancar o Nostradamus, mantenho a formação, baseado no que observei nesses 10 jogos de Antônio Carlos Zago no comando do Colorado.


ESPN.com.br | Antônio Carlos Zago diz que Inter precisava vencer e projeta Gre-Nal


A real é que uma vitória no clássico se mostra FUNDAMENTAL tanto para o treinador quanto para o elenco. Para Zago, significaria mais tranquilidade e crédito junto ao torcedor. Para os jogadores, seria uma injeção de auto-estima num grupo que ainda sente o peso do rebaixamento nas costas, e que sofre cobranças diárias da torcida por conta disso. As três vitórias nas três partidas dessa semana deram um novo ânimo para o Colorado. Mas uma vitória no clássico pode significar o PONTO DE PARTIDA para um ano decisivo na história do Clube.


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