Por que Seijas e D’Ale não podem jogar juntos no Inter?

Getty Images
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Assim como os protagonistas de O Feitiço de Áquila, D'Ale e Seijas parecem condenados a não atuarem juntos pelo Inter


Clássico da Sessão da Tarde, O Feitiço de Áquila é um filme de 1985, dirigido por Richard Donner, que tem como protagonistas Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer. Michelle é Isabeau, alvo da paixão do Bispo de Áquila. Porém, ela está apaixonada pela cavaleiro Etienne, interpretado por Hauer. Enciumado, o bispo lança uma maldição sobre o casal: de dia, ela se transforma em um falcão, enquanto que à noite ele vira um lobo. Dessa forma, através do feitiço de Áquila, eles são impedidos de ficarem juntos. Tipo o Seijas e o D’Alessandro no time do Inter.


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Seijas não é craque, mas foi uma das únicas coisas boas que o torcedor viu em campo no ano passado. Como todo restante do elenco, foi irregular e teve bons e maus momentos, mas sempre mostrou comprometimento com os companheiros, o clube e, principalmente, a torcida. Enquanto muitos sumiram na hora ruim, o venezuelano sempre colocou-se como protagonista, chamando a responsabilidade, assumindo um papel de liderança e até mesmo fazendo gols importantes que, infelizmente, mostraram-se inúteis ao final do Brasileirão.


Com a volta de D’Alessandro, muitos colorados (eu inclusive) esperavam a oportunidade de vê-los atuando juntos no time. Um time com Dourado, Seijas, D’Ale e Nico parecia óbvio diante da pobreza técnica do grupo colorado… mas, até agora, não parece ser o que pensa a nova comissão técnica. A cada jogo que passa, fica mais claro que, para Antonio Carlos Zago, Seijas e D’Ale não podem jogar juntos. E a especulação de um time com o venezuelano e sem o argentino para enfrentar o Passo Fundo apenas confirma essa tese.


Há quem diga que Seijas foi mal sempre que entrou em campo neste início de temporada. Dizendo assim, parece que o meia foi titular em 90% das partidas, quando a verdade é que Seijas foi titular em apenas um jogo: a vitória sobre o Brasil de Pelotas, pela Primeira Liga. Nas outras cinco partidas oficiais do Inter, ele foi reserva; e, em quatro delas, sequer entrou em campo. Apenas contra o Caxias, no Beira-Rio, o venezuelano teve oportunidade de atuar junto com D’Ale. E foram menos de dez minutos.


Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Parceira nos treinos, essa dupla dificilmente será vista em campo ao mesmo tempo


Zago começou a temporada escalando o time num 4-4-2, com dois meias abertos. Mudou para o 4-3-2-1, com três volantes, e, segundo relato de quem acompanha os treinos, tende a utilizar o conhecido 4-2-3-1, com uma linha de três meias à frente dos volantes. Ou seja, o treinador tem feito bastantes testes e modificando frequentemente o time em busca das melhores formação e escalação. Só não tem testado o que muitos torcedores gostariam de ver em campo: Seijas e D’Alessandro atuando juntos. Esse teste Zago se nega a fazer… nem que seja pra mostrar que não funciona.


Enquanto isso não acontece, me permito imaginar que, com ambos no time, tudo ficaria mais fácil.


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