D’Alessandro, Inter e o exército de um homem só

Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

Valdívia entrou muito bem e abriu o placar após receber um passe precioso de D'Alessandro


PRINCESA DO SOLIMÕES 0-2 INTERNACIONAL
Copa do Brasil
Estádio Olímpico Regional


Seja por interesse pela competição ou para colocar os seus principais atletas pra jogar, o Inter entrou em campo com time quase completo na estreia da Copa do Brasil. Ernando ficou no banco, Nico López nem isso, porque ainda se recupera de lesão, mas Carlos e Carlinhos, recém contratados, começaram a partida no time titular que enfrentou o Princesa do Solimões em Cascavel.


Minhas expectativas em relação às participações do Colorado na CB são geralmente baixas; mesmo assim, não deixa de ser triste ver o time jogando tão pouco. Eu sei que isso não é de hoje e que esse cenário foi construído ao logo dos últimos meses, mas… dá um desânimo ver o Inter tendo dificuldades ao enfrentar um clube da Série D. Pior: é constrangedor ver o Inter sendo favorecido pela arbitragem, que deixou de marcar um pênalti claríssimo a favor do time amazonense quando o placar ainda estava em 0x0.


Tudo bem que, nessa altura da partida, a arbitragem já havia anulado um gol colorado, de Paulão, de cabeça, mas ainda assim é feio demais. Aliás, Paulão mais uma vez mostrou que, no atual grupo, é titular. Não que isso seja motivo de comemoração; pelo contrário, o problema é justamente não termos contratado ninguém melhor do que ele e o Ernando, que ficaram marcados pela campanha do rebaixamento – embora a defesa colorada tenha sido a 7ª melhor do Brasileirão 2016, enquanto o ataque foi o 3º pior… mas segue o jogo.


É visível que o time do Zago está em construção, até porque o elenco segue se modificando. Novos jogadores estão chegando, assim como velhos jogadores que a torcida não quer ver mais no Beira-Rio, estão de saída. Então, é bem provável que até o início da Série B, nosso grande objetivo deste ano, muita coisa ainda deve acontecer. Enquanto isso, nos resta a felicidade de ter no time um cara como Andrés Nicolas D’Alessandro.


A cada jogo que passa, fica evidente que, com esse mesmo grupo, liderado pelo Cabezón, e sem Pellegrini, Piffero, Roth, SWAT etc, o Inter não cairia de jeito nenhum. D’Alessandro é um oásis no deserto de improdutividade do time colorado. A bola chega quadrada nele e sai redondinha. Foi assim nos dois gols do Inter, em que dois passes dele se transformaram em assistências para Valdívia e Brenner. Brenner, por sinal, já fez o suficiente nesse ano para mostrar ao treinador que merece mais oportunidades. Muito mais que Roberson, por exemplo.


Até porque o ataque, que foi um grande problema no ano passado, continua sendo deficiente neste. Contra o Princesa do Solimões, foram 29 finalizações para fazer míseros dois gols. Valdívia e Brenner fizeram os seus e Carlos ficou devendo, mas mostrou disposição e até ousadia ao mandar ver uma bicicleta dentro da área adversária. Compensou com um lance bisonho, mas vou dar um crédito pro guri, que recém tá chegando com a pressão de fazer os gols que o Vitinho fazia.


Rafael Serra/Rádio Guaíba
Rafael Serra/Rádio Guaíba

Após a partida, os jogadores do time amazonense fizeram fila para tirar foto com El Cabezón


A notícia boa é que, diferente de 2016, em 2017 temos D’Alessandro em campo, pifando os atacantes um sem número de vezes durante a partida. Houve quem questionasse a importância dele para o time, mas a sequência de jogos está derrubando qualquer dúvida sobre sua condição física, e as suas atuações comprovam que hoje, mais do que nunca, D’Ale é o LÍDER que tanto faltou no ano passado e que esse grupo precisa para voltar à elite.


Perguntado pelo Rafael Serra, repórter da Rádio Guaíba, sobre como tinha sido o encontro com D’Alessandro, Toró, jogador do Princesa do Solimões, respondeu com alegria e simplicidade: "foi maravilhoso!" Eu não poderia concordar mais: tem sido maravilhoso esse reencontro do Cabezón com o Internacional. E que seja assim por toda a temporada.


ESPN.com.br | Valdívia sai do banco e garante classificação do Internacional”



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