Lisca tem uma única missão: salvar o Guarani do rebaixamento

Marcelo Cabo treinou o Guarani por 6 partidas, com um desempenho medíocre para dizer o mínimo: 3 empates, 3 derrotas, nenhuma vitória e um aproveitamento de meros 16,6% dos pontos disputados. Quando assumiu o cargo, o Bugre estava na 8ª posição da Série C, com 31 pontos obtidos. Depois da passagem desastrosa de Cabo, enfim demitido após o Guarani ter sido derrotado pelo Oeste por 3 a 0, o time está com 34 pontos e despencou para a 15ª colocação, a apenas 2 pontos da zona de rebaixamento.


E agora? Bem, agora as fichas foram todas depositadas no nome de Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi, melhor conhecido no mundo do futebol pela alcunha de Lisca. Ou "Lisca Doido", apelido que ganhou por causa do seu carisma e da postura vibrante que costuma ter à beira do campo. Quando treinou o Ceará na Série B, em 2015, e salvou o Vozão de um rebaixamento quase consumado, ganhou um grito de guerra carinhoso da torcida cearense:


Saiu do hospício
Tem que respeitar
Lisco doido
É Ceará


Reprodução/ Facebook @guaranifc.oficial
Reprodução/ Facebook @guaranifc.oficial

Aos 45 anos de idade, Lisca chega ao Brinco de Ouro faltando 10 jogos para o final da Série B, com o objetivo de evitar quaisquer riscos de rebaixamento


Pois bem: Lisca chega como o quinto treinador do Bugre só neste ano de 2017, após as passagens de Ney da Matta, Maurício Barbieri, Vadão e Marcelo Cabo pelo banco do Brinco de Ouro. Enfim, parece que a diretoria bugrina, mais na base do desespero do que de um planejamento decente, contratou um nome adequado para o atual momento: em meio à letargia que parece ter assolado o elenco do Guarani, estávamos mesmo precisando de um técnico mais explosivo e carismático, que seja capaz de despertar atletas e torcida.


Se é triste pensar que um time que chegou a liderar diversas rodadas da Série B está agora restrito a pensar em escapar do rebaixamento, os deméritos todos devem ir a uma diretoria capitaneada por Palmeron Mendes Filhos e o Conselho de Administração do Guarani, que demitiram Vadão de forma injusta e atabalhoada, quando deveriam ter se livrado do superintendente de futebol Anaílson Neves (que só agora caiu, sendo substituído por Luciano Dias). Agora é torcer para que Lisca adicione a dose certa de insanidade e ousadia para que o Guarani encerre bem sua campanha nesta Série B e prepare-se para desafios maiores em 2018.