Vim, vi, venci, voltei: Vadão no Guarani - Parte V

Em três meses, três técnicos. Após ter demitido Ney da Matta, o Guarani despachou Maurício Barbieri depois de empatar em 1 a 1 com o Velo Clube. Seu retrospecto à frente do Bugre foi medíocre - uma vitória, quatro empates e uma derrota. Depois deste tempo perdido, a diretoria bugrina enfim agiu rapidamente e trouxe um velho conhecido para tentar o milagre de ainda se classificar para as semifinais do Paulista A2: Oswaldo Alvarez, o Vadão, que treinará o Guarani pela quinta vez em sua carreira.


Gabriel Ferrari/ Guarani Press
Gabriel Ferrari/ Guarani Press

Vadão, que comandou o Guarani no vice-campeonato da Série B em 2009 e no vice-campeonato paulista em 2012, retorna mais uma vez ao Bugre


O Guarani representa o retorno de Vadão ao futebol masculino, após ter treinado a Seleção Feminina durante dois anos e meio, tendo encerrado seu ciclo com o quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E encarará uma missão árdua: liderar um time que necessita vencer 6 de 7 partidas nas rodadas derradeiras da primeira fase do A2 para ainda tentar obter o acesso à elite do Paulistão. Missão improvável, mas nunca se pode dizer que existe o impossível no futebol. Vale a pena pontuar, porém, que a chegada de Vadão representa o início do planejamento do Guarani para a Série B do Brasileiro, a pedreira que o Bugre enfrentará no segundo semestre. 


Na coletiva de apresentação realizada no Brinco de Ouro, Vadão comentou as suas duas melhores passagens anteriores pelo Bugrão, em 2009 e 2012:



"Tive um pouco de sorte nas duas ocasiões. Quando cheguei em 2009, tínhamos caído no Paulista. Em quinze dias, contratamos um elenco todo. Isso é um absurdo, mas a coisa fluiu rapidamente, deu certo e fomos vice-campeões brasileiros. Em 2012, houve um problema com a presidência. Me chamaram de última hora, foi feito um apelo comigo. A gente veio mais uma vez, montou o time às pressas, sem perspectivas financeiras, e a gente mais uma vez surpreendeu e conseguimos o vice-campeonato paulista. Mas isso não é o normal".



Como dizia Nelson Rodrigues, sem sorte a gente não consegue sequer chupar um picolé: basta dar um trupicão na calçada pra derrubá-lo no chão. Que Oswaldo Alvarez seja pé quente e, além da competência e da experiência necessárias para comandar um time em constante pressão, tenha toda a sorte do mundo em sua quinta passagem pelo Guarani. Sua reestreia com o uniforme alviverde será neste domingo, às 15 horas, diante do Água Santa (atual vice-líder da A2), em Diadema. 


Avante, avante, meu Bugre!