Carlos Alberto Silva: campeões nunca morrem

"As pessoas não morrem, elas ficam encantadas". Estas palavras de Guimarães Rosa podem ser perfeitamente aplicadas a outro mestre nascido em Minas Gerais, que caminhou na direção das estrelas na madrugada do dia 20 de janeiro de 2017: Carlos Alberto Silva, técnico que esteve à frente do time bugrino que conquistou o título do Campeonato Brasileiro de 1978.


Após obter este feito inédito, até hoje, para um time do interior do Brasil, Carlos Alberto comandou muitas outras equipes de respeito mundo afora, como São Paulo, Atlético Mineiro, Santa Cruz, Palmeiras, Corinthians, Sport, Cruzeiro, Goiás, Porto, La Coruña e Yomiuri Kawasaki, encerrando sua carreira de treinador no América de Minas, em 2004. Ao longo destes anos, foi campeão paulista, mineiro e pernambucano, além de ter conquistado os títulos do campeonato português e japonês.

Também teve a oportunidade de treinar a Seleção Brasileira em 46 jogos, obtendo a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos em 1987 e a prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988. De quebra, foi o treinador que lançou Careca, na época com 17 anos, no time campeão de 1978 do Guarani, deu a primeira chance a Ronaldo Fenômeno na equipe profissional do Cruzeiro em 1993 e convocou para a Seleção Brasileira pela primeira vez nomes como Romário, Raí, Dunga, Taffarel e Jorginho.


Gazeta Press
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Carlos Alberto Silva em entrevista durante treino para a partida contra o Palmeiras, válida pelas finais do Brasileirão de 1978


Como se não bastasse o título brasileiro de 1978, vale lembrar que Carlos Alberto também levou o Bugre às semifinais das Libertadores de 1979. Além disso, voltou a treinar o Guarani em mais cinco passagens - 1984, 1994 (quando o timaço liderado por Amoroso e Luisão ficou na 3ª colocação do Brasileirão), 1996 (em outra boa campanha, o time cujo maior destaque foi o atacante Ailton Queixada parou nas quartas-de-final do brasileiro), 1999 (quando novamente o Bugre foi eliminado nas quartas do Brasileirão, ao ser derrotado pelo Corinthians de Vampeta, Rincón e Marcelinho Carioca) e 2001. 


Obrigado por tudo que você fez pelo Guarani e pelo futebol brasileiro, Mestre. Todos que fazem parte da família bugrina jamais se esquecerão de sua dedicação pelo Bugre: campeões nunca morrem.