O Botafogo parou na história do Grêmio

Grêmio Oficial
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O centroavante das Américas!


O Grêmio de junho, como eu batizo o time que encantou o Brasil por dois meses, jogando o futebol requintado e avassalador, não existe mais. O técnico Renato Portaluppi terá um mês para trabalhar até a fase semifinal. Serão vários jogos no Campeonato Brasileiro para achar o substituto definitivo de Pedro Rocha. E serão dias importantes para recuperar totalmente Pedro Geromel e Luan, jogadores vitais para o esquema do Tricolor. A Copa Libertadores vai escrevendo o seu roteiro e o Grêmio tem tempo para retomar o bom futebol até a partida diante do Barcelona no Equador.


O Grêmio de junho teve uma queda de rendimento e o Grêmio de setembro não demonstrou o futebol envolvente e dinâmico ao qual ficamos acostumados nesta temporada. Mas o Botafogo, por incrível que pareça, se deu muito mal com essa mudança. Quando o futebol não teve a mesma qualidade dos meses anteriores, quando o adversário por certos momentos esteve superior, quando a Libertadores da América chegou no ponto de separar os homens dos meninos, o Botafogo enfrentou a história do Grêmio.


Estádio lotado, a Arena com a alma do Olímpico, duelo truncado, mais peleado do que jogado, o gol típico de centroavante e a catimba ao final para garantir o resultado. O Grêmio mais do que nunca nesta temporada teve a essência do Grêmio para passar por um qualificado e arrumado Botafogo. O time carioca teve a alma e a força para ser conhecido como Exterminador de Campeões nesta Libertadores. Mas nenhum clube brasileiro tem a alma mais copera do que o Grêmio. O Botafogo fez campanha louvável, mas agora deixem a Copa para quem entende do assunto.


O menino e a bola


Eram jogados 35 minutos do segundo tempo, o Grêmio vencia o Botafogo por 1 a 0 e Luan, vestindo o colete dos reservas, aproxima-se de Renato Portaluppi. O maior talento produzido pelo Tricolor nos últimos quinze anos ainda não está recuperado plenamente da lesão, tanto que não esteve no onze inicial montado pelo eterno ídolo tricolor. Aos 24 anos, Luan parecia um menino pedindo ao pai para jogar futebol. Diante das negativas iniciais de Portaluppi, Luan insiste, fica rodeando o técnico, até que finalmente o convence.


Portaluppi autoriza e o menino fica feliz em participar daquele momento do Grêmio. E muitos questionam a sua vontade, a sua competitividade, a sua ambição com a camisa do Tricolor. A felicidade demonstrada por Luan por entrar nos minutos finais da partida, a festa e o êxtase dos jogadores titulares, reservas e da comissão técnica após o apito final. Isso mostra que o Grêmio como um todo está com sangue nos olhos por esta Copa Libertadores. Somado isso ao poder da torcida mais fanática do Brasil, o Imortal vem forte rumo ao Tri da América. O Grêmio é muito pesado. O sonho segue vivo!