Bressan: 'Ouço as críticas construtivas e trabalho sempre pra melhorar'

Gazetapress
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Thierry e Bressan, os dois jovens procuram aprender muito com os zagueiros mais experientes


O Respirando o Grêmio entrevistou o zagueiro Bressan. Ele fala sobre as experiências no futebol, o período no Grêmio, clube no qual já ultrapassou a marca dos cem jogos, como lida com as críticas, o dia a dia com Kannemman e Geromel, a ambição do elenco em ser campeão e muito mais. Confira!


Fala um pouco das experiências no Peñarol e Flamengo. Culturas diferentes, ambientes diferentes, em que contribuiu para o teu jogo?


Tanto pessoalmente quando profissionalmente foram muito importantes as experiências que eu tive no Peñarol e Flamengo. Vivi diversas situações em campo e fora dele que me acrescentaram muito na minha carreira e na minha vida. E isso faz com eu esteja sempre em evolução, aprendi com os estilos de jogos diferentes, com torcidas diferentes, com a maneira do clube também de lidar com as diversas situações que surgem.


Já tens mais de 100 jogos pelo Grêmio. Como tu avalias esse tempo de Grêmio e o que projetas para o futuro?


Avalio esse meu tempo no Grêmio de uma forma super positiva. Como em todas as áreas da vida, temos os altos e baixos, mas, como sempre falo, em 2013 cheguei ao Grêmio com 19 anos, e olhar pra trás e ver tudo o que eu pude conquistar, todas as situações que vivenciei, tudo que aprendi, as pessoas que eu pude conviver e trabalhar, me sinto honrado e feliz e, claro, tenho a obsessão constante pela melhora na minha vida e na minha carreira. Quero crescer mais, ajudar a instituição e a torcida que sempre confiaram em mim, e tenho o prazer enorme de estar em um clube tão grande. Para o futuro, projeto estar sempre ganhando títulos, levando o Grêmio para o lugar onde merece.


Como tu lidas com as críticas que recebe de parte da torcida e imprensa? 


Como falei, na vida temos nossos altos e baixos. Sempre procurei ter uma grande autocrítica e sigo tendo. Procuro ouvir as críticas construtivas que possam me acrescentar, sei diferenciar quando é crítica construtiva e quando é maldosa. Tenho 24 anos, mais de 100 jogos pelo Grêmio, joguei no Flamengo, Seleção Sub-23, então sei do meu valor, assim como sei que tenho coisas a melhorar, assim como todos. Procuro aprender muito, mas tenho a avaliação sempre positiva do Grêmio e da torcida, que sempre teve carinho comigo. Fico feliz de estar dando a volta por cima e agradeço a confiança do Renato, do grupo de jogadores e de toda a comissão técnica.


E como é a busca diária para ter a confiança do torcedor? Sua melhor atuação no ano foi contra o Atlético Mineiro?


Sempre procurei trabalhar, sempre me dediquei muito a profissão, me comprometer ao máximo com o meu objetivo e o objetivo do grupo. E procuro sempre aprender, ouvir os companheiros, a comissão técnica, pra que eu possa melhorar, então estou muito feliz com o momento que vivemos, de estar disputando o Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil da melhor maneira possível. Diante do Atlético Mineiro, mostramos o valor do nosso grupo e o jogo foi muito importante pra mim também.


E o carrinho preciso na bola em disputa contra o Valdívia. Torcida veio abaixo. Ali foi Grêmio vx Galo ou foi Gre-Nal?


Foi um lance normal de jogo, uma disputa em que tive a felicidade de acertar o tempo da bola e desarmar ele em um momento importante da partida. Procurei estar concentrado e foi um lance importante, mas o principal é o trabalho coletivo que estamos fazendo.


Como é ser reserva de uma dupla como Geromel e Kannemann, a convivência com eles, o dia a dia?


Aprendo muito com o Kannemman, o Geromel, com o Bruno Rodrigo que foi vitorioso por onde passou, com o Thierry, que tem a minha idade. Procuramos crescer muito com eles. São jogadores de um nível gigantesco, então é importante a convivência, estamos sempre trocando ideias, ajustar alguma coisa que eles têm a mais do que nós pela experiência, mas me sinto honrado de estar em um grupo com jogadores de excelência e pode estar no meio deles crescendo é fantástico na minha carreira.


Grêmio está bem nas duas Copas e no Brasileiro. Os jogadores têm noção de que podem entrar para a história do clube, caso mais títulos venham este ano?


Nosso elenco está com muita ambição de vitória, ambição de ser campeão. O grupo está unido, sem vaidade, todo mundo sempre mirando o jogo coletivo. Temos que ter a obsessão por títulos, sonhar alto, saber que o caminho é longo e precisamos fazer por merecer. Sabemos o quão importante pode ser esse ano na história do Grêmio, podemos marcar época aqui, mas é algo que o Renato sempre bate na tecla e temos a consciência que só entra na história de um clube quem é campeão. Não adianta fazer um grande ano e não conquistar os títulos que todos esperam. Importante manter os pés nos chão, mas ter o sangue no olho de querer sempre mais.


Qual a importância da torcida, da Arena cheia e da Geral do Grêmio com a festa completa? O som dos bumbos e a cantoria são um combustível a mais com o jogo rolando?


A torcida do Grêmio faz a diferença em casa e fora também, porque sempre comparece. É de extrema importância para os jogadores esse apoio, é diferente com a Arena lotada, com todos os instrumentos, a banda tocando, a Geral, e penso que essa sintonia entre time e torcida será vital para as fases mais decisivas que virão na Copa do Brasil e Libertadores. Pedimos o apoio do torcedor, porque o empenho, a vontade de vencer, o jogar por eles serão gigantescos em todos os jogos. É importantíssimo esse apoio da arquibancada e tenho certeza de que isso fará com que a gente chegue muito longe.