Pena branda do STJD ao Internacional abre precedente perigoso

Site STJD
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A multa foi uma pena muito branda para um clube que utilizou emails adulterados


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, ao aplicar apenas uma multa ao Internacional, abre um precedente perigoso no futebol brasileiro. Aparentemente, o uso de documentos adulterados tem um preço: R$ 720 mil. Segundo o jurídico da CBF, o presidente do Inter sabia que os documentos não eram originais e foi alertado disso mais de uma vez.


Deste momento em diante, todos os clubes que se encontrarem ameaçados pelo rebaixamento podem tentar mudar o resultado de campo nos tribunais. E caberá aos promotores investigarem os documentos levantados pelos clubes e se estes foram usados de forma consciente ou não. 


Se bem que coerência nunca foi o forte do STJD. No caso Aranha, meia dúzia de torcedores representavam o clube, que acabou excluído da Copa do Brasil. No caso do Internacional, a direção e o Departamento Jurídico, aos olhos do tribunal, não representam a instituição. Por mais que não tenha sido o clube o autor da adulteração, o Departamento Jurídico tinha que checar a veracidade da documentação.


No caso do Grêmio, as punições foram graves tanto para o clube quanto para os torcedores. No caso do Inter, a punição grave foi dada ao presidente Vitorio Piffero, enquanto que a instituição recebeu apenas uma multa. E se a adulteração não tivesse sido descoberta, imaginem o prejuízo esportivo e financeiro do Vitória. Por mais que o Inter não tenha sido o autor da adulteração dos documentos e não sabia disso, o fato de ter feito uso deles segue sendo grave.