A Copa do Brasil deveria se chamar Copa do Imortal

Grêmio Oficial
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Lucas Barrios vai se tornando peça vital para o time do Grêmio


Eram jogados cinco minutos do primeiro tempo, quando Renato Chaves abriu o placar para o Fluminense. A bola aérea defensiva mostrou-se falha mais uma vez e Marcelo Grohe indicou que a saída da meta é realmente o seu fundamento mais crítico. O bom time treinado por Abel Braga impunha dificuldades ao Grêmio, neutralizava as nossas ações ofensivas e só permitia chutes de média e longa distância, todos sem perigo. A caminhada rumo ao hexa da Copa do Brasil começava de maneira perigosa para o Tricolor dos Pampas, por méritos da equipe carioca.


Quando os torcedores presentes na cancha sentiram o momento vulnerável do Grêmio, a Arena rugiu e carregou o time no colo rumo à bela virada por 3 a 1, o que não sela a classificação, mas é uma grande vantagem para a volta no Rio de Janeiro. E para isso acontecer, a liberação da festa foi essencial. A torcida do Imortal é a mais fanática do Brasil e banda da Geral do Grêmio é o pulmão da Arena, que embala o resto do estádio e unifica todos numa só voz de apoio ao Tricolor. De arrepiar a cantoria e a atmosfera. Fator local forte ganha jogo, o Fluminense sentiu na pele. Deixem a Arena ser sempre o caldeirão que ela nasceu pra ser!


Quando o Fluminense abriu o placar, a torcida do Grêmio cantou mais alto. E essa energia chegou aos jogadores e o Imortal passou a ter uma atuação de gala. Com postura de campeão, espírito de alta competitividade, bem organizado taticamente e muito talento do meio para frente, o Tricolor foi soberano e dominou completamente as ações da partida. O Fluminense se viu encurralado por um Grêmio avassalador e o placar poderia ser mais dilatado, não fosse o desperdício de chances, ponto crucial que Portaluppi ainda tem que melhorar bastante no seu elenco.


Como é bom ter centroavante! Lucas Barrios é um grande jogador. E não é o camisa nove que fica imóvel na área esperando a bola chegar. Se movimenta e é muito talentoso, capaz de pifar com elegância o volante Arthur. Fora a imensa capacidade de fazer gols. O primeiro, de um oportunismo nato de centroavante e o segundo com requintes de técnica apurada. No Grêmio o argentino naturalizado paraguaio encontrou o seu porto seguro para mostrar todo o seu futebol. A torcida agradece. Logo, logo Miller Bolaños está de volta. O Tricolor tem elenco para formar um dos melhores ataques do continente.


E o Rei Arthur hein? Que volante espetacular. Uma espécie de terceiro homem de meio campo, com boa marcação e bela chegada na frente. Frieza de veterano do jovem promissor no momento que anotou o gol de empate. Luan esteve muito bem. Coletivamente o Grêmio esteve fantástico, e então aparecem as individualidades. É preciso ressaltar que Renato Portaluppi está sendo extremamente competente ao reconduzir o Tricolor ao bom futebol. O Grêmio se sente tão à vontade na Copa do Brasil, é o maior campeão, que a competição deveria se chamar Copa do Imortal. O adversário é complicado, nada está definido, mas mostramos a nossa força e abrimos o sonho do hexa com maestria.