Portaluppi acertou: vivos na Libertadores e prontos para copar o Gauchão

Grêmio Oficial
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Pedro Rocha comprovou porque é titular absoluto do Grêmio


Quando o Grêmio anunciou oficialmente o 11 inicial que entraria em campo diante do Guarani no Paraguai, confesso que fiquei temeroso. Penso que foi um exagero escalar a equipe com apenas dois titulares, o ideal era um misto mais quente, mas, em relação ao centro desta discussão, sempre concordei com a decisão da direção e comissão técnica. Vamos voltar um pouco no tempo e raciocinar como se estivéssemos antes do jogo desta quinta. Qual a classificação que estava mais em risco: para as oitavas da Libertadores ou para a final do Gauchão? Respondida esta pergunta, me parecia óbvio que o duelo mais importante desta semana é o de domingo diante do Novo Hamburgo.


A estratégia de se manter vivo nas duas competições é a mais correta. A Libertadores da América vai até novembro e a partida diante do Guarani não era nem de longe crucial para a nossa classificação, visto que vínhamos de duas vitórias em dois jogos na Copa. Já o confronto de domingo é crucial para avançarmos rumo a final do Campeonato Gaúcho. Eu quero ganhar o Gauchão. Ou tu abandonas totalmente o torneio, usando sempre uma equipe de transição, ou tu jogas para ser campeão. Fora que é inadmissível ficar sete anos sem copar o Estadual. Este ano tem que ser nosso!


Várias vezes nos últimos anos priorizamos jogos de primeira fase da Libertadores em detrimento de decisões no Campeonato Gaúcho. E no fim das contas, em todas essas ocasiões, ficamos sem nenhum dos títulos. A possibilidade mais próxima de conquista é o Gauchão. Criticar a escolha de ontem neste momento é fácil, quero ver pensar o mesmo observando o rival levantar a taça mais uma vez. O presidente Romildo Bolzan, ainda no gramado da Arena após o Penta, afirmou que um dos focos este ano era ganhar o Estadual. E ele tem absoluta razão. Precisamos voltar a mandar no nosso rincão, até parece que não conhecem o quão gigante é a rivalidade no Rio Grande do Sul.


No fim das contas, após os sustos, o roteiro parece ter sido escrito com maestria. Na Libertadores da América, somamos sete pontos em três jogos disputados, sendo que dois destes foram fora de casa. E poupamos praticamente todos os titulares para a decisão de domingo no Estádio do Vale. Classificação encaminhada na Copa e jogadores descansados para encarar o Novo Hamburgo com plenas condições de passar para a final do Gauchão. Renato Portaluppi teve coragem e parece estar nos conduzindo pelo melhor caminho.


“A gente procura fazer o que é melhor para o clube. Iríamos jogar na quinta-feira, teríamos pouco tempo para recuperar. E na pior das hipóteses, se tivéssemos um resultado negativo, poderíamos recuperar na Libertadores. No Campeonato Gaúcho, no domingo, é tudo ou nada. Se a gente não conseguir o resultado, acaba. E o desgaste foi muito grande. Outras equipes perderam jogadores importantes por lesões. Os motivos foram poupar, não perder ninguém, e nós continuaríamos vivos. Então, foi um resultado positivo”, desenhou Renato Gaúcho após a partida.


O empate diante do Guarani, pelas circunstâncias, time reserva, saindo atrás do marcador e com um jogador a menos, pode ser considerado espetacular. E trouxe uma ótima notícia. O volante Arthur comprovou mais uma vez que é muito promissor, um grande talento vindo das Categorias de Base do clube. Ótimo marcador, mas também técnico e inteligente para se movimentar, rodar a bola e ler o jogo. A bela assistência para o gol de Pedro Rocha não foi por acaso. Missão cumprida na Libertadores, vamos com tudo em busca do título do Gauchão!