Displicência e desorganização marcam o empate do Grêmio

Grêmio Oficial
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Miller Bolaños não esteve bem, mas o craque não pode ser substituído


Quando a escalação do Grêmio foi oficialmente divulgada, com Pedro Geromel e Maicon em campo, os gremistas que estavam na Arena passaram a se perguntar de quanto seria a vitória diante do Novo Hamburgo. A confiança era tão grande que ninguém acreditava que iríamos perder algum ponto neste domingo. Só que este tipo de postura é só para os torcedores, e não para os jogadores. É preciso elogiar a marcação do adversário, bem organizado, mas o Tricolor entrou em campo com uma displicência imperdoável.


Passe para o lado, passe para o outro, que atuação burocrática no primeiro tempo. O Grêmio achou que faria os gols a hora que quisesse. O Novo Hamburgo entrou em campo em alta velocidade, já o Tricolor estava devagar, devagarinho, como diria Martinho da Vila. Na segunda etapa, o Tricolor começou pressionando o adversário e Ramiro abriu o placar. Mas a criação parou por ai, o futebol demonstrado ficou muito abaixo do que este plantel pode render. E então veio o golpe, um golaço do adversário e o 1 a 1 preocupante no placar.


A displicência era o primeiro grande defeito que tivemos na tarde. Depois, a postura melhorou até o empate do Novo Hamburgo. Neste momento, apareceu o segundo grande defeito da atuação gremista. A desorganização. O Grêmio virou uma bagunça e é inadmissível que o time se perca ao levar gol de qualquer adversário neste Campeonato Gaúcho. É preciso melhorar muito a parte mental. Contra o Iquique, isso já pesou após levarmos o primeiro gol. Vamos encarar muitas decisões pela frente, temos que melhorar na parte psicológica.


Diante do Novo Hamburgo, sofreu o empate. Triste, mas era preciso postura de vencedor. Bola no centro, vamos acalmar os ânimos e conquistar a vitória. Temos muito mais time do que eles. O time virar uma bagunça foi uma vergonha. E sim, estou indignado, sou dos gremistas que dá valor ao Campeonato Gaúcho. Não podemos deixar o rival ganhar mais um de forma consecutiva. Confio na classificação em Novo Hamburgo e a direção, elenco, comissão técnica, precisam ter em mente que é OBRIGAÇÃO passar para a final.


O Grêmio criou muito pouco durante os 90 minutos e, depois do empate, quem teve a grande chance de obter a vitória foi o Novo Hamburgo. A bola na trave parou o tempo na Arena. Ninguém entendia o que estava acontecendo. O elenco e a comissão técnica possuem créditos, é preciso seguir apoiando, mas o fato é que o empate acabou saindo barato para o Tricolor. Um vexame. Com todo o respeito ao adversário, o Grêmio tem que chegar ao Estádio do Vale e garantir a classificação com autoridade.