O Grêmio é bipolar

Dez minutos do segundo tempo. Sofrimento. Derrota. A terceira derrota seguida em casa. Tinha algo errado. Mas então, gol. Lucas Barrios, o gênio da grande área. Tudo muda, o Grêmio muda e a vitória vem.


Grêmio Oficial
Grêmio Oficial

Lucas Barrios foi o nome do jogo, marcando dois gols


É estranho, mas real. Ganhando, o Grêmio joga naturalmente, envolvendo o adversário, tocando a bola e dominando o jogo. Perdendo, o Grêmio entra na tática do desespero. Chutão pra frente e vamos ver o que acontece. Contra a Ponte Preta, o time deixou muito claro suas duas personalidades.

Enquanto perdia o jogo, o Grêmio era esculhambado. A jogada predominante era o chutão e o ataque de desespero quando com a posse de bola. Nesse processo, o time inteiro se deforma e não joga como habitualmente se vê. Fernandinho, um jogador irregular, é o termômetro disso. Quando ele vai bem, com confiança, é quando o time funciona, numa vitória. Quando ele vai mal, afobado, desesperado e errando o básico, é quando o time está perdendo.


Grêmio Oficial
Grêmio Oficial

Contra a Ponte Preta, Renato foi perfeito nas substituições


Fernandinho cavou o pênalti para o 2 a 1 e depois disso tudo mudou. Com a vitória nas mãos, o Grêmio voltou a tocar a bola e controlar o jogo. O terceiro gol, marcado por Everton, é uma pintura tática. Muitos passes, dribles e toques de cabeça, até a finalização. Um quadro que poderia ser enquadrado, como vários outros gols gremistas na temporada.

Agora a 8 pontos do Corinthians, tudo parece ainda muito distante, mas o Grêmio precisa compreender sua própria maneira de jogar e alcançar o equilíbrio que se exige de um campeão. Dependendo de como o jogo se posta, o Grêmio tem duas caras completamente diferentes.