Esse Grêmio é um delírio e eu não quero ficar sóbrio

Grêmio Oficial
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Torcer pro Grêmio é um delírio e eu não quero ficar sóbrio


A vida é feita chutes e beijos. Já senti os dois. Creio que a maioria das pessoas já sentiu. Num dia, o fundo do poço, o mundo contra si e nenhum escudo para se defender; no outro, o topo, a glória, a maior felicidade possível. E assim é e assim sempre será. No futebol, com o Grêmio, também já experimentei tudo isso.

Já estive no inferno. Já fui o azarão. Já fui tão ruim ao ponto de admitir que era ruim. Já perdi feio para o rival. Já fui eliminado dolorosamente. Já fui goleado e humilhado em uma final de campeonato. Já caí. Duas vezes. Dói. Tudo dói. Mas tudo passa e tudo se transforma.

O Grêmio de hoje é um sonho. Um delírio que não faço questão de tornar-me sóbrio. O Grêmio de hoje é tão espetacular que apenas a noção de que ele é finito, como tantos outros Grêmios já foram, me entristece. Não tenho o que falar de um jogo. Futebol é isso. É alegria e tristeza se beijando eternamente, trocando afagos pelo espaço-tempo, a nos engolir.

E eu sigo assim, atônito, encantado, apaixonado, sentindo cada pingo de felicidade ao ver o meu time jogar transformando-se na mais profunda das tristezas. A tristeza de saber que isso, o espetáculo que me é presenteado dentro de quatro linhas pelo amor da minha vida, o Grêmio, tem fim. E sabendo da insignificância do tempo, eu já choro pelo futuro que pode tardar a chegar, mas que, inevitavelmente, um dia, me fará quedar de joelhos.