Pré-jogo Goiás x Oeste: por que não somos favoritos

Vamos deixar o que ficou para trás e falar de Goiás x Oeste, nesta sexta-feira, às 20h30, né? E se eu falar que não tem como prever nada, dá para acreditar?


Dez anos atrás, eu não teria medo algum de cravar um 3 a 0 do Verdão sobre qualquer time do porte do clube paulista. União São João, Ipatinga, Brasiliense, Salgueiro, Icasa etc. Essas equipes compõem o que eu chamo de nível 5 no futebol brasileiro. Um quinto escalão de forças, formado por times que são coadjuvantes, no máximo, em seus Estados.


Onze anos atrás, recém-saído da Libertadores, o que era o Goiás, então? Um time do segundo escalão, logo atrás dos 12 grandes.


Nós, esmeraldinos, tínhamos a certeza de que não havia clube maior que o Goiás fora do Eixo RJ-SP-MG-RS.


Basta olhar de forma reflexiva para isso e então pensar no prognóstico do jogo de logo mais para sacar o quanto nos apequenamos pouco mais de uma década.


Rosiron Rodrigues / Goiás EC
Rosiron Rodrigues / Goiás EC

Argel muda mais de meio time de um jogo para outro: tão perdido quanto nós


O Goiás 2017 é um bando em campo que nenhum treinador consegue acertar. A escalação de Argel Fucks para o jogo de hoje é como um recibo dele dizendo: "Galera, isso aqui não tem jeito, não, vamos mexendo pra ver no que vai dar".


Vamos comparar o time que entrou em campo contra o Inter, na terça, e o que está escalado para hoje?



Contra o Inter - Marcelo Rangel; Tony, Alex Alves, David Duarte e Carlinhos; Elyeser, Pedro Bambu e Andrezinho; Carlos Eduardo, Léo Gamalho e Júnior Viçosa;


Contra o Oeste - Marcelo Rangel; Helder, Fábio Sanches, David Duarte e Jefferson; Willians, Pedro Bambu e Tiago Luís; Carlos Eduardo, Léo Gamalho e Aylon.



Simplesmente o cara mudou mais de meio time! Se o Goiás fosse o Real Madrid e estivesse alternando competições, com estilo de jogo definido, tranquilo na tabela, precisando poupar jogadores, seria algo muito sensato. 


Mas o Goiás não é o Real Madrid, só está disputando uma Série B de baixo nível técnico, já tem mais de ano sem qualquer padrão de jogo, está mais pra Z4 do que pra G4 e os jogadores precisariam era de nos poupar (de vexames).


Argel se mostra totalmente perdido. O presidente Sérgio Rassi nunca se encontrou. O diretor Osmar Lucindo nunca soube onde está. 


Mas, enfim, nosso problema não é jogador ou treinador. É gerência. A falta dela, aliás. 


O Goiás vive uma crise de identidade tal que sou obrigado a dizer, para o pré-jogo de hoje: não há favorito, o jogo será uma incógnita.


LINCOLNEANAS 
* * * * * Nem vou falar sobre a mais recente entrevista de Hailé Pinheiro. Já basta passar raiva dentro de campo.


* * * * * Vendo o que Argel faz, montando um time com três atacantes e insistindo nisso, tendo a defesa em forma de peneira que tem, não sei se fico com dó ou com raiva. 


* * * * * Escrevi raiva em duas notas seguidas. Agora são três.