Goiás 4 x 1 Boa: vitória em 30 minutos de 'modo on'

Quem diria, no começo da semana passada, que o Goiás estaria menos de dez dias depois a uma vitória do G-4 da Série B? Futebol é mágico por essas viradas, mas, como já falamos por aqui, este campeonato ainda está totalmente “japonês” – basta ver o que era o Paysandu dez dias atrás e onde está na tabela agora.

Foi ótimo ver um 3 a 0 construído no primeiro tempo. e foi ótimo também ver dois belos gols logo no início, especialmente a grata surpresa do chute espetacular de Victor Bolt, que abriu o placar.


Rosiron Rodrigues / Goiás EC
Rosiron Rodrigues / Goiás EC

Tiago Luís conduz a bola seguido de perto por um adversário: golaço de falta 'à la Zico' que deu tranquilidade no placar


Porém, foi só até aí que o Goiás jogou bola. Talvez tenha sido por causa do placar rapidamente obtido, mas o fato é que, depois que Pedro Bambu deu a assistência para o gol de Carlos Eduardo, o Verdão parou. Só deu Boa, um time tecnicamente fraco, mas que soube explorar as deficiências do anfitrião. Vimos um time em modo off.

Julinho Camargo descobriu que a “mina” era o lado direito do Goiás. Tony é limitado, mas estava abaixo da própria média ontem. Levou várias bolas nas costas e foram várias faltas perigosas por seu setor.

Para completar, o jogo aéreo esmeraldino, eficiente contra o Paysandu, sumiu diante do Boa, que diminuiu a diferença no placar dessa forma e teve pelo menos mais três chances claras com o mesmo autor do gol, Douglas Assis.
O mais grave, porém, foi observar que Silvio Criciúma não conseguiu dar solução aos problemas detectados. Desta vez, suas alterações não melhoraram o time em nada.


A cobrança de falta de longa distância, com o gol de Pedro Bambu (ótima atuação novamente), destoaram do conjunto da obra ruim do restante do jogo.


Na sexta-feira, enfrentaremos um time mais encorpado, o ABC. O adversário, além de tudo, é uma “touca” (como dizem os gaúchos) na história do Goiás: o retrospecto contra eles só nos dá uma vitória.


Está na hora de ampliar esse número, mas vai ser preciso jogar mais bola e não se encolher tanto estando à frente do placar. Acima de tudo, vai ser preciso ficar ligado durante os 90 minutos.


LINCOLNEANAS

* * * * * Quem viu a plástica da cobrança de falta de Tiago Luís para o segundo gol e conhece história do futebol não tem como não lembrar de Zico: a distância para a bola, o jeito de bater nela e a viagem do chute por cima da barreira. Sem chance para qualquer goleiro. Lindo demais.

* * * * * Victor Bolt precisa de terapia (e falo sério). Um jogador que esmurra o adversário sem motivo aparente já é algo preocupante. Quando isso ocorre dentro da própria área, com o perigo iminente de um pênalti, é para a comissão técnica encaminhar o caso para um profissional dos estudos da mente.

* * * * * Aylon não fez nada. Léo Gamalho entrou em seu lugar e também não rendeu. Será que o problema é com os atacantes mesmo?

* * * * * Criciúma vem priorizando Jarlan em vez de Michael para o segundo tempo. Eu gostaria de entender por quê.