Por que os jogadores que saem do Goiás se dão bem?

“Parecia ser a peça que faltava para que o Avaí, enfim, encontrasse a perseguida primeira vitória na Série A do Campeonato Brasileiro. Juan não apenas deu experiência ao time. Na sua estreia com a camisa azul e branca, preencheu o meio de campo com Marquinhos e foi um dos condutores do 1 a 0 sobre o Sport, na manhã deste domingo, na Ressacada.”


Pego a notícia em uma busca simples sobre os jogos de ontem. Aquele arremedo de jogador que não deixou saudade no Goiás – embora viesse de um 2016 bom na Série A – já começou bem no novo clube.


Claro que foi só um jogo, mas Juan pode, sim, ser mais um a sair do Goiás e dar muito certo em outro clube. Como ocorre com Wendel, na Ponte Preta, e Rossi, na Chapecoense, entre vários outros.


Leandro Boeira / Avaí F.C
Leandro Boeira / Avaí F.C

O ex-Goiás Juan, com o presidente do Avaí, Francisco José Battistotti, em sua apresentação ao novo clube


Os três atletas – todos em clubes de Série A e que venceram nesta rodada –, com certeza, estão mais felizes hoje do que quando estavam no Verdão. Rossi é destaque da Chapecoense e o boato é de que o Cruzeiro o está "monitorando" e parece disposto a pagar uma boa grana por ele.


Apenas a saída de Rossi foi lamentada pela torcida. Wendel e Juan eram tidos como jogadores “come e dorme”, “fim de carreira” etc.


O mote deste texto não é falar bem ou mal de quem se foi, mas servir para pensar: por que jogadores estão vindo para o Goiás, às vezes depois de boas temporadas pelo clube anterior (foi o caso de Juan, pelo Coritiba), e simplesmente não tem conseguido se acertar por aqui?


Até tempos atrás, a fama da Serrinha era justamente a oposta: nós recuperávamos quem estava em decadência ou ascendíamos quem era desconhecido. Grafite, Paulo Baier, André Dias, Souza, Rafael Moura, Ricardo Goulart, Egídio e tantos outros são exemplos disso.


Obviamente, saber que o clube será uma oportunidade de reerguimento da carreira e também uma boa vitrine é algo que impacta na escolha do jogador.


Outro detalhe: eles conversam entre si e trocam informações sobre como está o ambiente em cada lugar, se os dirigentes parecem mesmo dispostos a bancar um projeto de sucesso forte e sério.


Jogador pode ser geralmente pouco instruído, mas não é bobo. A escolha recente que Wendel, Rossi e Juan fizeram, de deixar o barco esmeraldino, é apenas algo que vem se tornando rotina  (vocês com certeza vão se lembrar de outros exemplos).


O que está acontecendo com o Goiás?


Eu tenho minha resposta: está deixando de parecer um clube com vontade de querer algo grande. Não que antes efetivamente quisesse, mas, pelo menos, antes parecia.


E me desculpem por não escrever nenhuma novidade.


LINCOLNEANAS

* * * * * Silvio Criciúma colocou Aylon no lugar de Léo Gamalho como titular no último treino. Já estava passando da hora, porque com esse time não funciona o tal “atacante de referência”. Ponto para o treinador.


* * * * * Léo Sena também titular e fazendo uma função de terceiro homem do meio, entre volante e meia? Hum, parece interessante, já que até hoje, depois de dois anos no profissional, ele ainda não conseguiu passar com segurança o que é de fato.