Pré-jogo Goiás x Brasil de Pelotas: 3 pontos obrigatórios

É claro que a situação do Goiás na Série B é anômala. Não se imagina que um clube com tal camisa, tal envergadura e tal estrutura vá passar um campeonato inteiro como essa longa 2ª Divisão flertando com o rebaixamento.


Pelo contrário, é um ano em que a obrigação é de subir.


A volta à Série A é necessária muito mais do que apenas uma satisfação moral: se não subir, a fonte chamada "cota de TV" vai secar. E então, vem a iminência da guaranização (para quem não leu o texto que postei sobre isso, basta clicar aqui)


Com um jogo realizado a mais do que a maioria de seus adversários, o Verdão tem 1 ponto em 9 que disputou e – aqui vai outro texto – o mérito por esse empate com o América (MG) está em dois protagonistas da partida: Marcelo Rangel, que não deixou o placar se ampliar; e Messias, zagueiro rival cuja infelicidade foi nossa alegria.


Contra o Brasil de Pelotas (RS), nesta sexta-feira (Estádio Serra Dourada, às 21h30, com o valor abusivo de 40 reais na arquibancada), o Goiás precisa mais de três pontos do que de três títulos goianos.


Rosiron Rodrigues / Goiás EC
Rosiron Rodrigues / Goiás EC

Michael, com o colete do time reserva, e Carlinhos participam de treino: desta vez, Sérgio Soares teve tempo de trabalhar


Desta vez, o técnico Sérgio Soares teve toda a semana para formatar um esquema de jogo e se acostumar à equipe. Enfrentará um time tinhoso, calejado pelo futebol do Sul e que não sairá insatisfeito se levar um ponto para as terras gaúchas.


Em outras palavras, isso quer dizer que tende a ser um jogo difícil e de paciência. É preciso ter opções de jogadas (um detalhe que, esperamos, deve ter sido observado durante a semana de trabalho) e não depender exclusivamente de Léo Gamalho ou das bolas paradas para que saiam os gols.


Já que não contamos com o bom senso de um ingresso barato, que os poucos esmeraldinos que estarão no jogo deem todo o apoio necessário. Que incentivem o time, que empurrem os jogadores para a ação.


Acima de qualquer coisa, inclusive das divergências com a gestão, vivemos um momento crucial para o Goiás Esporte Clube. Façamos a nossa parte, então.


LINCOLNEANAS

* * * * * Léo Sena não joga. Não se perde muita coisa, em termos técnicos, porque a produtividade dele tem sido baixíssima e até negativa – basta ver como saiu o gol do América (MG).


* * * * * Jean Carlos entra em seu lugar. Precisa fazer mais do que gols de alta visibilidade. Claro que é isso que importa no futebol, mas a quantidade de passes errados que ele tem tido assusta, ainda mais para um meia.