Goiás: 3 pontos de atenção após a boa vitória contra o Atlético

Embora o nível do campeonato não seja lá essas coisas, sempre é bom ganhar clássico, ainda mais em semifinal.


Mais do que isso, a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético dá tranquilidade para a sequência do trabalho na semana importante do jogo de volta contra o Fluminense, quarta-feira, 21h45, no Maracanã.


Reprodução / TV Anhanguera
Reprodução / TV Anhanguera

De braços erguidos, Tiago Luís comemora seu gol de longa distância que deu a vitória ao Goiás: maior destaque de linha do elenco esmeraldino


Comemoração à parte, três tópicos sobre o jogo de hoje e que são preocupantes: marcação, saída de bola e Carlos Eduardo. Vamos lá.


É notória a incapacidade de fazer o básico que a defesa alviverde tem tido. Isso já foi relatado várias vezes neste Blog e de novo temos de pontuar: não fosse Marcelo Rangel, mais uma vez as falhas na marcação teriam levado a outro resultado, nada positivo ao Goiás.


Se o miolo da zaga tem suas limitações, mas consegue fazer o arroz com feijão, o mesmo não se pode dizer de Hélder, Patrick e Léo Sena. É fácil flagrá-los marcando a bola em vez de se ater ao adversário - basta rever como Hélder agiu no gol do Fluminense, em relação a Marcos Júnior.


No lance do gol atleticano, Viçosa estava sendo acompanhado por Léo Sena, que estranhamente parou no lance. Patrick, que não marcava ninguém, embora houvesse um jogador entrando livre atrás de si, não teve tempo para alcançar o atacante a ponto de impedi-lo de cabecear. No primeiro tempo, por duas vezes o volante dublê de lateral fez o mesmo erro. Então, apesar do gol, a atuação de Patrick tem muitas ressalvas.


Sobre a saída e a transição da bola da defesa ao ataque, fiz o acompanhamento durante a partida deste domingo.


Resultado: não houve uma única jogada em que isso ocorresse.


E qual a saída quando o time não tem saída? É rifar para o ataque, em ligação direta. 


Contra o Atlético, foram pelo menos 14 vezes em que isso ocorreu. Por parte de quem? Marcelo Rangel (6 vezes), Patrick (2), Everton Sena (2), Hélder, Léo Sena, Victor Bolt e Fábio Sanches. Por que o goleiro fez isso tantas vezes? Obviamente porque ficou sem opções ao receber um recuo ou recuperar uma bola.


E Carlos Eduardo, hein? Para quem não leu, propus no post pré-jogo que a torcida tivesse paciência e o apoiasse, em vez de vaiar. Enfim, uma espécie de trégua para o rapaz.


Até pelo jeito que o placar do jogo foi construído, não houve muita pressão sobre o atacante. Mas não adiantou muito: Carlos não conseguiu executar nenhuma jogada, não passou uma vez pelo adversário e na única arrancada que deu, com a chance de passar a bola, preferiu um chute sem rumo de fora da área. Resultado: produção zero.


LINCOLNEANAS

* * * * * Provavelmente o Goiás será punido por conta da reação à provocação de Júnior Viçosa. O atacante atleticano foi comemorar com seus colegas bem em frente à torcida esmeraldina. Levou um copo d'água na cara.


* * * * * Nas duas paradas técnicas da partida, os jogadores conversaram mais entre si do que ouviram Silvio Criciúma. Não tenho opinião formada sobre o fato de isso ser positivo (por representar foco no objetivo) ou negativo (por de certa forma mostrar falta de comando).


* * * * * Eu citei três tópicos apenas, mas há muito mais itens para se preocupar: o alto número de expulsões, a falta de amplitude das jogadas, o isolamento a que o camisa 9 tem sido submetido e muito mais. Enfim, Sérgio Soares terá muito trabalho pela frente.


* * * * * Só mais duas coisas: Tiago Luís é o grande nome deste elenco, Rangel à parte; 2) Aylon precisa urgentemente começar jogando em lugar de Carlos Eduardo.