O que ficou do Cuiabá que serve contra o Atlético?

Foi no mínimo divertida a partida contra o Cuiabá, que praticamente selou a classificação do Goiás à 4ª fase da Copa do Brasil – não, eu não acredito que o Verdão seja o PSG, muito menos que os cuiabanos tenham algo de Barça.


A goleada de 4 a 0 não mostra totalmente a realidade do jogo. É bom lembrar que ainda estava 0 a 0 quando Marcelo Rangel perdeu o tempo da bola num chute de Robinho (não o original, mas o genérico) e foi salvo pela trave. E também que o goleirão se redimiu quando o time já ganhava, ao defender uma cabeçada à queima-roupa de Juba ("aquele" de 2015). 


Mas o que fica da quarta-feira que possa ser aplicado no clássico deste sábado contra o Atlético? 


O mais importante foi verificar que o time terminou o jogo melhor do que começou. E que seria natural que Gilson Kleina mudasse a escalação nesse sentido. 


O recém-chegado Aylon, em menos de meio tempo, já provou ser muito mais jogador que nosso prata da casa Carlos Eduardo.


Rosiron Rodrigues/Goiás EC
Rosiron Rodrigues/Goiás EC

Tiago Luís comemora seu gol contra o Cuiabá, o primeiro do Goiás: rendimento do meia melhorou com saída de Carlos Eduardo


Este, aliás, teve uma noite terrível no Serra Dourada e sua saída foi o marco de um jogo coletivo bem melhor do Goiás, tanto pela entrada do atacante que veio do Inter como pelo reposicionamento de Tiago Luís, que atuou bem mais à vontade.


Também prefiro Pedro Bambu em sua posição de origem, como volante, embora não esteja comprometendo na lateral. Creio que Helder deva reassumir seu lugar, até para ver se o sistema defensivo ganha mais consistência.


Do outro lado, Patrick está quebrando o galho, mas o time precisa urgentemente de alguém para assumir a vaga. O miolo da zaga continua despertando minhas mais sinceras desconfianças


De qualquer forma, é preciso levar para o jogo deste sábado as vibrações positivas de oito gols em dois jogos, a estrela de Léo Gamalho, com 11 gols em 10 jogos no ano(!), e a leveza com que o time atuou a despeito dos tenebrosos distúrbios extracampo das últimas semanas. 


No mais, pra cima do pessoal de vermelho e preto, Verdão!


LINCOLNEANAS


* * * * * Gilson Kleina declarou, após o jogo, que futebol é "engraçado", porque o time começou a jogar melhor, com dez jogadores, depois da expulsão de Juan. E que o time realmente não soube atuar com maior número em campo. Realmente, toda bagunça fica mais organizada com menos elementos...


* * * * * Jogadas marcantes da quarta-feira: a jogada de Léo Sena no primeiro gol, de Tiago Luís; o passe de Tiago Luís para o segundo gol, de Gamalho; o chute certeiro de Patrick para fazer 3 a 0; a enfiada de bola à la Zico de Victor Bolt para Golmalho fechar o placar. De bônus, um calcanhar de Aylon para concluir uma tabela, como único recurso para seguir a jogada.


* * * * * Walter deve mesmo aportar no Atlético. Só uma coisa me incomodará: ele entrar em forma no rival. Isso provaria de forma absoluta que faltou gerência na Serrinha.


* * * * * Fazer seis pontos em dois jogos contra um adversário que está na Série A não seria nada mal.