Em vez de Macaca, vem Dourado aí. Quem é o Cuiabá?

Um clube-empresa, tocado atualmente por empresários do ramo da recapagem, criado em 2001 e com seis títulos estaduais (o primeiro em seu campeonato de estreia, em 2003) mais uma Copa Verde, em 2015.


Está aí uma breve apresentação do Dourado (o peixe-mascote do time), como é conhecido o Cuiabá Esporte Clube, que, nesta quinta-feira, eliminou nos pênaltis a Ponte Preta, jogando em Campinas (SP), pela 2ª fase da Copa do Brasil.


Divulgação / Cuiába EC
Divulgação / Cuiába EC

Jogadores do Cuiabá comemoram no ônibus a surpreendente classicação diante da Ponte Preta


O time mato-grossense é o adversário do Verdão na sequência do torneio. E parece que passar por eles não vai ser tão fácil como se poderia imaginar.


Antes que me questionem, "ah, mas você queria pegar a Ponte, então?!", respondo: é muito bom não pegar um adversário mais tradicional já agora, quando temos um time estrumbicado.


Acho que, sim, o destino nos deu uma força ao nos tirar a Macaca do meio do caminho. Mas, pensem se não fizemos nós uma espécie de salto alto atravessado: praticamente todos nós dávamos o clube paulista como adversário certo, certo? Certo!


Errado. Não se ganha de véspera no futebol. Talvez o elenco da Ponte, lá no fundo, tenha achado isso. E temos, em um passado recente, eliminações para Botafogo (o da Paraíba), River (não o Plate) e Brasília.


Ocorre ainda que o Cuiabá está sem perder este ano. E só perdeu os 100% de aproveitamento ontem, no Estádio Moisés Lucarelli, com o empate por 1 a 1. 


O time é treinado por Roberto Fonseca desde julho do ano passado, quando o Dourado estava na zona de descenso à Série D. A boa campanha no segundo turno o conduziu à renovação de contrato e o trabalho parece que está dando frutos.


No elenco, o único nome conhecido dos esmeraldinos é Juba, aquele que veio do Criciúma depois de ser campeão paranaense pelo Operário (PR) como última contratação de 2015, ano de nossa queda para a Série B. O atacante está lá desde o ano passado e é titular.


Os cuiabanos estão empolgados com seus times na competição (a Luverdense, colega de divisão do Goiás, também está na 3ª fase da Copa) e vão se movimentar bem para a partida.


Ah, sim: o jogo de ida já é na próxima quarta-feira, em Goiânia. Será que o Goiás joga futebol de verdade até lá?


LINCOLNEANAS
* * * * * Até o início da Quarta-Feira de Cinzas a impressão que se tinha era de que a saída de Walter do Goiás era iminente. Agora o presidente Sérgio Rassi diz que a chance é "enorme", mas deduz-se que não está absolutamente fechada a questão. O que tanto impede o clube de decidir essa questão de forma tácita?


* * * * * Por muito menos, Martinuccio já é ex-jogador da Chapecoense. Coisa de menos de 24 horas. Não é uma pressão para demitir Walter, mas para resolver a questão.