A noite em que Marcelo Rangel foi o real ET de Varginha

Se nesta quinta-feira o Verdão está voltando a Goiânia, R$ 625 mil mais rico (é o que paga o progresso para a 3ª fase da Copa do Brasil), agradeçamos ao ET de Varginha.


Não o que tornou a cidade mineira famosa na década de 90 e a fez tornar referência nacional em ufologia


No segundo jogo e segundo mata-mata da Copa do Brasil, o fenômeno foi o goleiro Marcelo Rangel. Dos cinco pênaltis cobrados contra ele, o camisa 1 alviverde defendeu três. Um aproveitamento de 60%!


Rosiron Rodrigues / Goiás EC
Rosiron Rodrigues / Goiás EC

Marcelo Rangel: não fosse o goleiro, o destino do Goiás poderia ter sido outra em Varginha


Mas nem teria chegado até a decisão por pênaltis se também não fosse Rangel o autor de duas defesas fundamentais no segundo tempo do jogo contra o Boa Esporte.


O relato da partida não foi visto (nenhuma emissora a transmitiu), mas foi lido via internet e ouvido pela rádio local. E ambas as formas contam a mesma coisa: o Goiás dominou o primeiro tempo e foi dominado no segundo. 


O time adversário, treinado por Julinho Camargo (ex-Goiás/2015), apostou no preparo físico para vencer a melhor técnica dos visitantes. 


Não que o jogo tivesse sido um primor, mas há uma discrepância natural em um elenco formado para disputar a Série B do Campeonato Mineiro em relação a outro com nomes conhecidos do futebol nacional.


As defesas de Rangel dão alegria ao torcedor, mas trazem um efeito colateral: dão sobrevida a Gilson Kleina à frente da equipe. 


Mais do que isso: ao fim da partida, Léo Sena, autor da cobrança que definiu a vitória nos pênaltis para o Goiás, dedicou o resultado ao treinador. Sinal de que o elenco gosta do comando e tem jogado também por ele.


O que isso significa? Que não há corpo mole em andamento para derrubar técnico. Se o Goiás está jogando mal é porque o time não se encontra em campo, não tem jogadas definidas e acaba parecendo um amontoado. A culpa seria de quem?


Mas, por enquanto, vamos comemorar: que venha a Ponte ou Cuiabá, para vermos o Verdão jogar em casa pela primeira vez na Copa do Brasil deste ano.


E claro: obrigado, Marcelo Rangel, o novo ET de Varginha!


LINCOLNEANAS

* * * * * Boa parte dos torcedores esmeraldinos acompanhou a transmissão via internet, pela Rádio Melodia FM, de Varginha. É que, apesar de o jogo que ocorria em Goiânia poder ter sido assistido pela TV ou indo ao estádio, as emissoras daqui preferiram priorizá-lo. Lamentável.


* * * * * Só para deixar registrado: em 1999, o Goiás enfrentou no Serra Dourada o Vasco, pela 3ª fase da Copa do Brasil. Era só o jogo de ida, mas o público foi de 32.313 pagantes


* * * * * É bom ressaltar: com a atuação na disputa por pênaltis, garantindo a vitória literalmente com as próprias mãos, Marcelo Rangel praticamente já pagou seus salários este ano.