Sem saudades do ex: Flu ceifa o Galo!

Lucas Merçon / Fluminense FC
Lucas Merçon / Fluminense FC

De King of the World a freguês do Júlio Chester. O triste ostracismo do ex-Dón


Como é bom sair do estádio aliviado, estourando uma ampola do diurético, brindando os três pontos. Fazia tempo que não tínhamos este direito que deveria ser inalienável a todo cidadão de bem. Se o conjunto da obra não foi brilhante, ao menos a vitória veio com justiça, num esporte que de justo não tem nada.


O 2-1 na noite de ontem foi um prêmio para o time mais organizado e valente, que poderia ter definido a batalha sem drama, não fosse a penca de intervenções do guardião da granja alvinegra. Antes de falhar na primeira das duas cabeçadas sagradas de Henrique GOLDEN, Victor fez valer a alcunha religiosa que carrega lá pelo lado das Alterosas, impedindo que o Flu depenasse o Galo ainda no primeiro tempo.


ESPN: Com 2 de Dourado, Fluminense bate o Atlético-MG


Foi um prêmio também para nós, os 10 mil e cadin que enfrentamos a chuva e o inverno glacial que está atacando o Hell de Janeiro nestes dias tenebrosos de agosto. Quem foi ao Maracarena realmente abraçou a Molecada de Xerém, não desistindo de empurrar o Flu Sub-23 nem mesmo quando Henrique e Renato Chaves, os zagueiros mais cláçicos deste país, batiam cabeça ou quando Léo Rei do Futebol™ fazia o mais difícil com a bola no pé. A realidade é que o jogo só ficou um pouco FEIO para o Fluminense quando Micale colocou Valdivia em campo.


Micale, aliás, coitado. Se acertou quando colocou o ASSUSTADOR Valdivia para correr mais que notícia ruim, mais uma vez mostrou não entender nada de molecada. Fica a cada dia mais latente que, se não fosse a chamada que os Neymarboys levaram do treinador titular daquela seleção amarela, cujo chefe não pode viajar sequer para Ciudad del Este, naquele saudoso evento para inglês ver que faliu este Estado que agora não tem dinheiro nem para pagar aposentado, o Mica jamais teria tido a oportunidade de vencer o time J da Alemanha naquela final que serviu de passaporte para que alguém ainda continue apostando nele como treinador remunerado.


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Quando as coisas pareciam melhorar para o lado do Botafogo-Que-Fala-Uai, o genial comandante galináceo resolveu acionar o ex-matador-dón-sarrante-hoje-quase-ex-jogador no banco de reservas. E então, com um a mais em campo, não deu outra: o JOVEM Fluminense, esse time que reserva o FUTURO DO FUTEBOL BRASILEIRO, lotado de JOVIALIDADE, deu o tiro mortal que faltava nos penosos, de novo com ele, Henrique GOLDEN, o maior CEIFADOR que sem notícia desde o fim da saga de Sexta-Feira 13.


Três pontos valiosíssimos. Colados no G-6.


Agora que venha sábado! Será a vez de ceifar o bacalhau de volta ao seu habitat natural: as profundezas do oceano, ops, da tabela.


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