Palmeiras 3x1 Fluminense: a derrota que aconteceu antes de entrar em campo

Lucas Merçon / Fluminense FC
Lucas Merçon / Fluminense FC

Sem legenda para o cara de branco na foto...


Existem algumas maneiras de explicar a derrota para o Palmeiras. Pode-se assumir que o adversário foi tecnicamente melhor, que teve mais volume de jogo, vontade de agredir e, pronto, estará dada a desculpa.


Também é possível colocar a culpa em erros individuais de nossos jogadores, como, por exemplo, a apatia de Léo Pelé, ou ainda nos dois gols toscamente perdidos por Henrique Dourado e Marcos Junior.


Eu, no entanto, me sinto confortável para tentar fazer diferente. Como sou um tricolor do tipo que faz questão de manter distância de Laranjeiras, justamente para me sentir independente o suficiente para criticar o que achar errado, preferirei analisar a derrota por outro contexto. Digamos que colocando o dedo na ferida.


O Fluminense perdeu hoje porque, mais que um elenco, é também um clube fragilizado. Que perde jogos antes da bola rolar. E que pensa pequeno.


O Fluminense perdeu porque não se coloca mais como uma força. Ao contrário. Se duvidar do que eu escrevo, analise as notícias, veja as últimas campanhas. Estamos cada vez mais na periferia do futebol brasileiro.


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Se há cinco anos disputávamos títulos, hoje assistimos até o Botafogo fazer coisas improváveis na Libertadores.


O Fluminense hoje é a cara de derrotado do Marquinho: sem força para brigar, nem criatividade para driblar os mais fortes. É a fração da torcida que acha bonito gritar 'olé', mesmo perdendo de dois a zero em casa, bem como o dirigente que vê política em tudo, usando-a da maneira mais rasteira: como muleta para não ouvir as críticas.


Perdemos todos. Os tricolores de dentro e de fora.


A quinta colocação é momentânea e perigosa. Poderia olhar para ela e enxergar até alguma dignidade, mas prefiro analisar o contexto. Atualmente, somos a defesa mais vazada dentre todas que disputam a Série A em 2017.


Defesa esta que tem entre suas opções dois zagueiros operados; dois garotos que, com muita sorte, perambularão em clubes médios após terem seus contratos encerrados; além de outro que, a despeito de vestir a braçadeira de capitão, está muito aquém de todo investimento despejado em seu futebol.


Defesa esta que tem um lateral titular cuja principal arma é arremessar a bola na área... com AS MÃOS.


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O Fluminense é um clube que, covardemente, entrega seu destino dentro de campo a um bando de garotos e a um técnico que, mesmo sendo um dos poucos que sabem da grandeza do escudo que carrega, não é para-raio, não é de ferro, tampouco mágico.


O Fluminense precisa de uma mudança conceitual. Uma mudança de postura ou de comando.


Iniciar por conhecer a nossa História, reconhecer os atuais erros, buscar soluções e falar menos, seria um ótimo começo. Enquanto há tempo.


@TorresFagner