Três pontos e Scarpa no Dia das Mães: a Família Tricolor agradece

Lucas Merçon / Fluminense FC
Lucas Merçon / Fluminense FC

Apesar das dúvidas que ainda pairam sobre seu futebol, Léo fez bom jogo na lateral-esquerda


Na verdade, estou aliviado. Após uma sequência de três derrotas, finalmente voltamos a vencer. E não foi um triunfo qualquer: do outro lado havia uma equipe experiente, viva na Libertadores e entre as favoritas no Brasileirão. O Santos vai chegar. E vencê-los enterra o baixo astral causado pela final do Ferjão, além do primeiro tempo jogado em Montevidéu. Um time de garotos, como é o caso deste Fluminense, precisa de confiança para voar sob nuvens tranquilas. E confiança e tranquilidade são compradas com vitórias.


Ainda que tenhamos falhado algumas vezes e permitido chances aos paulistas, desta vez prefiro analisar os três pontos pelo clichê da atitude. Em mais de 100 minutos, não nos intimidamos com pré-favoritismo adversário. Se do lado de lá havia uma defesa pouco vazada, aqui somos o ataque mais letal de 2017. Em casa, mostramos um bom repertório para vencer.


Na análise geral, até mesmo os jogadores que rotineiramente estão na lista dos pouco confiáveis para uma temporada inteira de jogos duros tiveram boa atuação.


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É o caso de Léo, na lateral-esquerda. Não comprometeu na defesa e se apresentou muito ao ataque, infernizando junto com Richarlison. De uma tabela por ali, quase matamos o jogo após o terceiro gol.


Dourado é outro que merece citação, sobretudo após a saudade de ver Fred ser novamente decisivo no Maracanã, sábado à tarde. Com a partida deste domingo, o Ceifador aliviou o desgosto. Marcou um gol de oportunismo, outro num pênalti sofrido por ele mesmo e brigou bastante contra os zagueiros santistas.


Lucas Merçon / Fluminense FC
Lucas Merçon / Fluminense FC

A canhotinha está de volta!


Papá Sornoza também foi destaque. Cadenciou o time e marcou um golaço. Junto com Wendel, nossa grande descoberta de Xerém na temporada, comandou o meio de campo.


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Sobre Wendel, aliás, ressalto: Atenção!


Não é sempre que surge um cabeça de área de 19 anos jogando com a tranquilidade de um veterano. Além de grande ladrão de bolas, o moleque é rápido e não se furta à mediocridade. Arrisca quase sempre o mais difícil. Diferente dos volantões que dominam o futebol brasileiro há décadas, Wendel carrega a bola, abre o jogo, se apresenta na área etc.


Em breve, certamente estará no radar de Tite e no de algum grande predador europeu, pois joga demais. No meu mundo ideal, ficaria anos no Fluminense.


Por fim, o Domingo das Mães ainda valeu por rever Scarpa voltar após quase três meses. Pois, se fora de campo a reconstrução conduzida por papai Abel pede reconhecimento, dentro, as chances da Família Abelão surpreender aumentam com a volta do Camisa 10.


As demais famílias tricolores agradecem.


@TorresFagner