A união dos tricolores: não era só uma taça que estava em jogo

Reginaldo Pimenta/Raw Image/Gazeta Press
Reginaldo Pimenta/Raw Image/Gazeta Press


Final. Jogo que molda caráter, marca vidas. Dia de chegar mais cedo nas imediações, estourar o latão de cerveja comprado no camelô, ver aquele camarada que geralmente você só encontra em dia de jogo e que, àquela altura, está de pileque desde às 11 da manhã, com a faixa no peito.


No dia de uma final, todo mundo tem direito a ser mais confiante. Final nunca é uma data comum. 


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Dia de final. Dia de final é dia da namorada que não é tricolor virar o que ela de fato é, pelo menos naquele intervalo que existe entre o nascer e o morrer do sol. Em dia de final, a mina que veste outra camisa não é mina, é rival:


- Não sabia que você iria ao jogo. Não tava doente?


- Vou até morrendo! Ingresso reservado desde quarta-feira, QUERIDA.


Em dia de final, paixão só pelo Fluminense.


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O correr da vida é pesado, menos num dia de final. Num dia de final, ninguém pensa no pior. Num dia de final, se esquece de tudo que nos faz mal.


Se esquece que o Campeonato Carioca é um torneio vagabundo, organizado por gente da pior espécie. Se esquece das desilusões recentes com esse mesmo torneio. Se esquece das tabelas arranjadas, dos regulamentos bizarros e das manobras descaradas.


Num dia de final, a gente se esquece até dos larápios com apitos tendenciosos, da escassez de replays na TV... 


Lembrar pra quê? Eles estão sempre do mesmo lado.


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Em dia de final, os tricolores simplesmente se unem e vão. Fomos, mais uma vez.


Éramos 1/4 de Maracanã contra uma massa muda. E não era só uma taça que estava em jogo.


Era o nosso amor que não estava à venda.


@TorresFagner