Fluminense, Maracanã e uma noite de reencontros

Luciano Belford/ Agif/Gazeta Press
Luciano Belford/ Agif/Gazeta Press

Queremos a Copa!


Aos desavisados: eu disse que seria uma Noite de Copa.


Eu sabia. Nunca caí na conversa de facilidade contra os uruguaios. Os orientales têm um instinto sudaca apurado que, se nós brasileiros também o tivéssemos, seríamos imbatíveis. Não são coincidências as derrotas, as eliminações brazucas para esses caras, para os argentinos e para os andinos, mesmo que tenhamos mais técnica e, sobretudo, grana.


No frigir dos huevos, na América, vale o coração.


ESPN FC: 'Estamos sem manchete: o Fluminense ganhou de novo'


Tinha certeza que ganharíamos, tal qual de que seria longe da goleada pintada. Os dois a zero ficaram justos para o que imagino nesta Sul-Americana - um Deus nos Acuda - e valeram os nossos aplausos. Teremos UN SEÑOR JUEGO em Montevidéu, e é ótimo que seja assim. Mais uma partida para moldar caráter.


E teve quase tudo nesta estreia. Quase tudo que faz de um jogo de futebol uma experiência única. Otimismo, festa, arquibancada on fire, tensão, gols, botinadas e reencontros. Muitos reencontros. E é sobre eles que quero falar.


Foi ótimo reencontrar os amores. Se amar tem sido difícil, não foi nesta quarta-feira.


| Curta o BLOG LARANJEIRAS no Facebook


Primeiro, com o Fluminense. Vivíamos uma crise e agora estamos em Lua de Mel. Desde a chegada desse PUTA HOMÃO que é o Sir Abel Carlos da Silva Braga, o Fluminense é só amor. Um amor onde sobra cumplicidade. 


Como é foda essa tal alma do Abel! Quando não vai na técnica, vai com os cojones! Este Fluminense de Wendel, Orejuela, Papá, Richarlison, Dourado e cia é um time com fome e tem um treinador que é um de nós. Que sofre como sofremos. Vibra como vibramos.


| Siga o BLOG LARANJEIRAS no Telegram


Depois, com o Maracanã. Com quem andamos em litígio, desde que se meteu a plastificar sentimentos, fraudar sensações.


Ontem, vivemos um pouco do passado, num Maracanã sem nenhuma exigência de ser perfeito, sem cagação de regra, sem 'boa noite' e 'sejam bem-vindos' de pessoas bem intencionadas, e sem homens vestidos de caneta marca-texto, com manuais de instrução para ensinar a torcer àqueles que já nasceram sabendo.


Foi bom revê-los, Fluminense e Maracanã. Enquanto vocês se reencontravam, nós apenas dividíamos a ansiedade. Que assim seja para sempre. Valeu o ponto de encontro, a cerveja, a resenha e o simples prazer de torcer, sofrer, sonhar. Com um reencontro tardio e definitivo. Nossos dois amores: Fluminense e Maracanã, ali. E basta.


@TorresFagner