Qual é a cara do Fluminense?

Nelson Perez / Fluminense FC
Nelson Perez / Fluminense FC

Futebol intenso é a marca de Abel Braga. Agora é hora de arrumar a defesa


A tecla é batida. Todos que enxergaram a mudança no Fluminense nestes primeiros três meses de 2017, já comentaram. Mais que uma obrigação, voltamos a ter prazer em acompanhar as partidas, afinal, quem não gosta de futebol intenso? Quem não gosta de futebol jogado com disposição?


Hoje, o time nos dá exatamente aquilo que seu comandante nos prometeu. Ao chegar, Abel falou em alma. E sob sua batuta, não somos mais previsíveis e sem-graça como a TV na noite de domingo. Somos uma montanha-russa: a única certeza é que, enquanto rodamos, teremos adrenalina e emoção.


Porém, mesmo nas situações mais intensas, é necessário o mínimo de segurança para caminhar por mais tempo.


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É por isso que hoje me permito ser mais realista em relação aos nossos próximos passos. E não foi o empate com o Madureira que trouxe meus pés ao chão.


O time que entrou em Moça Bonita, com seus titulares, poupados e desfalques, fez o que dele se esperava. Atacou, agrediu. Buscou honrar a obrigação que um grande tem de esmagar um pequeno. Fez dois gols. Poderia ter feito cinco.


Na verdade, o que me deixa acordado, com a pulga atrás da orelha, sem saber até onde podemos ir, é a nossa defesa. Com ela, é possível até que ganhemos o Carioca, mas dificilmente seremos protagonistas nas competições mais importantes. Não sei você que me lê, mas eu troco uma taça em maio por outra em dezembro.


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A Sul-Americana está aí à nossa esquina. Certamente a queremos muito. Mas ainda não consigo idealizar o capitão Henrique levantando-a, se hoje ele e os demais zagueiros sequer conseguem evitar o sofrimento a cada bola que sobrevoa a nossa área, sejam levantadas pelo Flamengo ou por times do nível do Liverpool-URU, adversário daqui a uma semana. O mesmo vale para a Copa do Brasil, torneio que já sabemos o gostinho, mas que sempre queremos mais. 


E também para o Brasileirão. Não é clichê que, neste campeonato, regularidade é a chave. Os primeiros podem até não marcar muitos gols, mas obrigatoriamente precisam sofrer poucos.


Enfim, temos tempo até chegarmos às nossas horas mais decisivas. O caminho ainda está sendo percorrido. Mas ela, a defesa, não pode ficar para trás em relação à beleza que vemos no restante do time.


@TorresFagner